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Posts Tagged ‘filmes’

Viver é documentar

Obama Baile

O grande acontecimento da semana foi a posse de Barack Obama, retratado em todos os jornais, revistas, canais de TV, rádio, portais de internet e principalmente em muitos e muitos sites pessoais e de relacionamento. A foto acima mostra o novo presidente e sua esposa dançando no Baile da Juventude enquanto milhares de jovens guardam este momento em suas máquinas fotográficas ou em celulares com máquina fotográfica.

Cada uma destas pessoas é um potencial meio de transmissão desta notícia para toda sua rede, postando suas fotos  em sites como Flickr, Orkut, MySpace ou escrevendo sobre isso em seu blog, Twitter ou outra mídia social que seja. Se antes era necessário esperar o jornal do dia seguinte, hoje o conteúdo é gerado no momento da notícia e retransmitido por toda a internet.

Todo esse User Generated Content pode ser acessado facilmente em qualquer lugar do mundo e tem incomodado os profissionais da notícia e os que não estão acostumados com o conteúdo digital. Se fala muito que os jovens estão se preocupando mais em documentar o que fazem do que em viver propriamente o que acontece.

Falta a compreensão de que o digital não é uma ferramenta, é uma linguagem. A midia tradicional está correndo atrás e os profissionais estão tendo de se adaptar rapidamente. Afinal se Obama é o presidente do futuro e está no poder, teve antes muito apoio tanto de propaganda em mídia tradicional quanto dos novos meios. Você pode conferir como foi essa campanha inovadora aqui e ainda conferir fotos fresquinhas de Obama logo quando são postadas no Flickr aqui.

Obama Baile

Obama Baile

Animação Erótica

" Cânone para 3 mulheres", do Brasileiro Carlos Eduardo Nogueira

Começou ontem a terceira edição do Festival de Animação Erótica (FIAE) no HSBC Belas Artes, em São Paulo e segue até  domingo 07/12. São 149 curta-metragens de 32 paises, o festival premiará os melhores curtas nas categorias de Melhor Animação Brasileira e Melhor Animação Internacional, que serão escolhidas pelo juri popular, já  a  animação mais quente será escolhida pelo canal de TV adulto SexyHot, e a melhor animação online fica por conta do Porta Curtas.

"Senhora G" de Michael Zabka

O festival tem seu encerramento no domingo (7/12). O HSBC Belas Artes fica na Rua da Consolação, 2.423. Para saber mais, o site do Festival é www.fiae.com.br, lá você confere toda a programação completa e informações sobre os curtas.

"Zumbis" de Olly Reider

Na era digital

Eduardo Raphul, o “Duda”, iniciou sua carreira como produtor e diretor de vídeo e películas abrindo a Start em 2003, em João Pessoa. Tendo a princípio a “humilde” incumbência de cuidar da conta do Pão de Açúcar local, que depois acabou cobrindo todo o Nordeste. Lá, a empresa se deparou com um grande desafio: fazer filmes para o varejo popular, no caso as Lojas Maia, espécie de Casas Bahia do lado de lá. Ele explica que esse mercado nem sempre foi muito lucrativo: “No Nordeste, onde os recursos são escassos e temos que fazer filmes como quem vende tablóides, a linguagem ainda é muito simplista”.

Quando começou, em 1995, em São Paulo, como assistente de direção, tinha cerca de duas horas para produzir e finalizar o trabalho para clientes como o Diário de São Paulo, integrante da carteira da Academia de Filmes, atual Margarida Flores e Filmes. Essa experiência permitiu que Duda conquistasse mais do que o mercado local. Embarcou para Miami, onde fez cursos de aperfeiçoamento, o que permitiu que fizesse trabalhos para um programa local chamado Monstros Corporation. Depois de um tempo por lá e como um bom filho à casa torna, retornou à sua terra natal. Mas não ficou em São Paulo. Acabou indo para João Pessoa, convidado a dirigir uma campanha publicitária do PT, em 2003.

É claro que mesmo com alguns obstáculos, a Start conseguiu se estabelecer por lá, até que vieram para São Paulo, sempre em busca de mais desafios. Novos contatos e muito empenho propiciaram a execução de grandes filmes para grandes clientes, como Malwee, Vodka Slova e Avon. Para acompanhar esse novo mercado, não basta apenas inovar, mas estar sempre antenado às novas tendências de mercado, fazendo cursos e conhecendo como trabalham as grandes empresas.

Blog: Quando a agência solicita um filme, o que ela deve saber a respeito do formato, tempo, tamanho, forma e linguagem?

Duda: Cada filme é um filme, como dizia Glauber Rocha. Tudo vai depender da necessidade do cliente.  Se um cliente quiser um filme publicitário ou institucional, o filme poderá ser produzido em vídeo, película ou animação; quanto à linguagem, esta será estudada junto à agência durante o processo de criação, referências e pesquisas de imagens, buscando fazer o melhor junto com agência para entregar um trabalho de qualidade para o cliente.

Blog: Qual a diferença entre um vídeo e um filme?

Duda: Esta diferença entre as imagens de cinema e vídeo fisicamente falando se dá pelas câmeras e pelo material sensível, se diferem também pelo número de quadros rodados por segundo.  Quanto à questão estética de um filme, além da profundidade de campo, a resolução da imagem é muito melhor, onde temos muito mais brilho e contraste da imagem, pois são capazes de captar uma gama ampla de tons de claro e escuro. O vídeo hoje vem se desenvolvendo, tentando chegar a uma imagem cada vez mais perfeita de uma maneira digital, mas ainda existe muito vídeo analógico no mercado, que possui uma qualidade inferior à película, mas o seu custo-benefício é melhor.

Blog: O que é levado em conta quando se faz a direção de um vídeo ou filme?

Duda: A intenção do roteiro, o personagem, toda a estética, desde a locação até a arte-final, uma boa equipe de direção e técnica.

Blog: A escolha dos atores deve ser feita pela agência ou pela produtora?

Duda: Para isso não existe um regra. A agência pode já ter um ator definido, assim como a produtora pode fazer um teste de elenco, selecionar os melhores e junto com a agência e o cliente escolher o principal, de acordo com a necessidade do filme.

Blog: Por que o layout é chamado de monstro?

Duda: Layout é um esboço do que será realizado. Já o monstro vem na verdade do significado do nome Frankenstein, na qual fazemos uma amostragem ou colagem de várias imagens de diferentes filmes, comerciais ou fotos, para compormos um formato de vídeo ideal que se encaixe no roteiro criado.