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Lavar roupa todo dia, que alegria.

Quando o Santander fez, há alguns anos, uma campanha com Selton Mello e Fernanda Torres, muitos falaram que os dois são nomes associados a credibilidade e, pensando bem, talvez sejam.

Quando a Fernanda Torres incorporou a Vani, personagem de “Os Normais”, homens e mulheres riram de suas realidades de casal ali compartilhadas. A Vani é uma espécie de amiga que te entende e nem exige que você fale muito, porque ela já faz isso por você.

Quando fazem propaganda de sabão em pó ou produtos de limpeza e higiene, quase que surge um bocejo de preguiça daquela imagem doméstica em tom pastel. Quase.

A marca Ariel está com uma campanha ótima, uma das mais legais do momento a meu ver, que sabe usar corretamente as redes sociais e juntou a imagem da Fernanda Torres para repaginar o processo de “lavar roupa”. Começa com uma sugestão no Facebook, para descobrir e curtir Ariel Líquido. Ao curtir e pedir uma amostra grátis, a mensagem já aparece no seu feed e gera um burburinho entre os amigos, seja pela confissão de lavar roupa, seja pelo prazer classe média de receber uma amostra grátis em casa, quase um marketing espontâneo.

Daí segue para episódios no Youtube, nos quais Fernanda Torres fala de relacionamentos correlacionando-os a lavanderia.  Além disso, é possível acompanhar a campanha – entitulada “Lavando Roupa Suja” – no Twitter e no Yahoo! Respostas.

Clique aqui para assistir um dos episódios.

Honestamente? Me cativou de tal forma que nem estou pensando que lavar roupa seja martírio.

__________

Em tempo:

Antenados em moda, duas dicas bacanas: uma exposição que traz vestidos de Hollywood para São Paulo e um site que aproxima você de nomes de peso da área através de cursos via web.

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Projeto e-lixo

Por mais que a gente faça upgrades e backups, chega uma hora que não há alternativa senão trocar o equipamento eletrônico, certo? Quando isso acontece, vem a dor do desapego (não sei vocês, mas sofri quando precisei ver os modelos de laptop depois do meu morrer da sobrevida e não achar nenhum com as curvas, cores e teclado do – até então – meu) e a dúvida do que fazer com a nova sucata. Doar? Jogar fora? Ou o que? A HP tem, pensando nisso, uma campanha em que recebe seu equipamento velho e dá um desconto para a aquisição do novo, algo bacaníssimo.

Mas além dos hardwares da vida, há também outros lixos eletrônicos como pilhas, baterias e carregadores de celular. Para estes lixos, que, se prestamos atenção na aula, sabemos que não se pode misturar com o lixo comum, há projetos como o e-lixo, iniciativa da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo e do Instituto Sergio Motta. Lá, você descobre através do seu CEP os locais de coleta mais próximos. Segundo o próprio site:

“E-lixo maps” associa a plataforma do Google Maps com um Banco de Dados dos postos de coleta de “e-lixo” em São Paulo. Dessa forma, a informação fica disponível e pode ser visualizada de forma mais funcional e lúdica. O Banco de Dados do projeto contem um conjunto inicial de postos de coleta e contará com o cadastramento contínuo de novos estabelecimentos. (…).

O impacto ambiental de centenas de milhares de computadores, baterias de celulares, incontáveis milhões de CDs e DVDs que são descartados todos os dias é enorme. Não se pode negar os ganhos que a informatização e as telecomunicações agregaram à sociedade nas últimas décadas, mas também não se pode ignorar a emergência de pensar de forma criativa e crítica sobre o impacto do e-lixo na vida cotidiana do planeta.

Taí mais um exemplo de dica simples e comprovadamente boa.

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O que fazer antes de morrer (e mais)

Mais uma leva de links gostosos e achados:

#1

Duas amigas que se conheceram na faculdade e desde então tentam emendar psicologia, sociologia e arte resolveram criar um projeto quase cronológico com uma pergunta bem simples: o que você quer fazer antes de morrer? O site, em inglês, pretende colher polaroids com os desejos das pessoas e futuramente contatá-las, via email, para saber se elas realizaram seus desejos. Nas palavras das próprias criadoras-curadoras:

The Before I die I want to… project was inspired by a combination of factors: (1) the “death” of the Polaroid, (2) a psychologist’s tool called safety contracts, and (3) a passion to get people to think about (and act upon) what is really important in their lives through this simple, straight-forward question.

O site tem polaroids dos EUA, India e hospícios, mas está aberto para receber mais polaroids e também doações.

A dica veio do Catraca Livre.

#2

A internet facilitou os debates e as manifestações de opiniões, mas até pouco tempo não era incomum trocar ou receber fanzines sobre os mais variados temas, no maior esquema self-made, xerocado ou elaborado, mas indiscutivelmente de conteúdo livre. O que aconteceu com os fanzineiros depois de algum tempo é o tema do documentário, em produção, chamado “Fanzineiros do Século Passado”. A dica veio do blog Zinismo e explica que a própria internet facilitou o reencontro desses artistas. O primeiro trailer você confere abaixo.

#3

O site Ufunk postou recentemente este curta-metragem em stop motion de grafitti miniatura. A arte do vídeo é ótima, também abaixo, e a dica veio do Rodrigo Volponi. Outro “portal” na mesma pegada do Ufunk e recém-descoberto é o PYMCA, com um acervo bacanérrimo de fotos, música e cultura em geral.

#4

Sabe aquela idéia de aproximar criadores e consumidores e de constatar os valores da geração Y? Eles estão exemplificados na campanha “Life’s Good Lab” da LG, que você confere abaixo. No site Update or Die tem um texto, inclusive, muito bom sobre esta campanha ser um bom exemplo do bom uso das redes sociais.

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Em busca da memória política

Nós já manifestamos algumas opiniões sobre política em posts anteriores, que você pode conferir aqui e aqui. Em um deles, apresentamos o Webcitizen, site que “propõe estimular o engajamento cívico e aproximar os cidadãos entre si, e com os seus governos“, que está com dois projetos muito interessantes, em especial para os que se preocupam com a política do nosso país e considerando que 2010 é ano eleitoral.

O primeiro é o Vote na Web, em que você vota e opina nas decisões políticas do Congresso Nacional. São mais de 1400 projetos que estão no ar, com filtros por estado, uma ficha descritiva dos projetos, possibilidades de compartilhamento e contato direto com o parlamentar, além de poder consultar os projetos que já foram aprovados e de listar todos os projetos de cada representante. O site existe há quase um ano e tem mais de 10 mil participantes, comprovando que o problema não é mera falta de interesse político, mas talvez uma dificuldade na comunicação entre os eleitores e seus eleitos.

Nesta semana, o Webcitizen lançou outro site, o Eu Lembro, em que você consulta e escolhe um candidato e pode, a partir daí, acompanhar o que ele tem prometido e feito durante a campanha e depois, se eleito. Vale ressaltar que essas informações são repoduzidas automaticamente de sites com o Youtube e o Twitter e que os comentários dos fóruns são de inteira responsabilidade dos usuários cadastrados.

Dois exemplos ótimos para mostrarmos engajamento cívico, não?

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Em tempo: você aceitaria doar metade da sua fortuna para a caridade? Esta é a proposta da campanha The Giving Pledge, encabeçada por ninguém menos do que sir Bill Gates, conforme você pode conferir aqui.

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Consumo

Pode reparar: nossa forma de consumir está em eterna transformação. Lembro quando descobri o site Submarino e o quanto era surreal e assustador comprar e pagar pela internet e receber as compras em casa. Mas ao mesmo tempo em que podemos comprar sem apalpar o produto, podemos cada vez mais experimentá-lo antes da compra e isso é um nicho ótimo, especialmente para os profissionais de marketing. Já havia lido alguma coisa sobre marketing experencial e hoje li que a Apple lançou uma sessão chamada “Try Before You Buy”, em que você testa o produto antes de consumi-lo.

Pegando carona nisso, compartilho essa opinião sobre a revolução na forma de consumir com o advento da web 2.0. Neste mesmo texto, tem o link para outro texto, ótimo, chamado “Consumidor 2.0: querem saber tudo sobre você”. Lá, comentam exatamente isso, que nossa forma de consumir mudou e que as empresas precisam saber acompanhar e perceber tais mudanças.

A partir daí, me perguntei: da mesma forma que nós, consumidores queremos saber mais sobre as organizações que “interagem” com a gente, as organizações de forma geral também podem saber “tudo” sobre nós? Será que todas as informações que trocamos na internet podem ser monitoradas? Foi pesquisando sobre isso que descobri esse texto sobre “neutralidade na internet”:

O conceito principal dessa ideia é que a internet é um meio democrático e todas as informações que trafegam por ela são tratadas da mesma forma, sempre na mesma velocidade, disponíveis para todo e qualquer internauta. Todo site deve e pode ser acessado do mesmo modo, assim como todo serviço online ou aplicativo conectado. A neutralidade da rede significa, basicamente, que todo e qualquer conteúdo na internet deve estar igualmente acessível a qualquer pessoa sem interferências no tráfego online.”

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Em tempo:

Apreciadores da boa música, vocês também estão cada dia mais felizes com o calendário de shows e festivais deste ano? O site RRAUL fez uma matéria ótima sobre os dilemas, as dificuldades e o que pode melhorar nos shows e festivais no Brasil, conforme vocês podem ler aqui.

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