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Archive for julho, 2010

Os limites da fotografia

De uns tempos pra cá, ganhei muitos amigos fotógrafos. Isso não quer dizer que meu círculo de contatos está mais artístico, mas que – parece – está mais fácil “ser” fotógrafo. Falo desde que amigos que trabalham com stills não muito interessantes à primeira vista e sustentam seus aluguéis com isso até amigos que clicam lugares e pessoas de forma incrível e ainda precisam pedir mesada para o patriarca.

Estaríamos diante de uma proliferação artística-visual, da consequência das novas formas de compartilhamento e troca de arquivos ou testemunhando um equívoco? Não acho que estamos acompanhando a prostituição da profissão, mas talvez a banalização de um conceito. Talvez o profissional de fotografia enfrente o mesmo dilema de um jornalista diante do debate sobre a exigência ou não do diploma. Como harmonizar isso? Não sei. Na falta de uma opinião mais argumentada ou convincente, me coloco na poltrona de quem, por enquanto, só acompanha.
Pego o gancho para comentar outro fato recente e relacionado: um amigo que teve 03 de suas fotos censuradas no Facebook. A mensagem era mais ou menos assim: Você carregou uma foto que viola nossos Termos de uso e ela foi removida. O Facebook não permite a publicação de fotos que ofendam um indivíduo ou grupo, ou que possuam nudez, drogas, violência ou outras violações de nossos Termos de uso. Essas políticas são desenvolvidas para garantir que o Facebook continue a ser um ambiente seguro e confiável para todos os usuários, incluindo as crianças que usam o site.

Uma das fotos (o álbum do flick pode ser conferido aqui):
As fotos são de uma mulher nua, com uma pegada no sensual, não no pornográfico, algo mais revista TRIP do que revista Sexy. Eu considerei a foto bonita e não ofensiva. Quando era mais nova, ninguém me perguntou se a banheira do Gugu era ofensiva para mim, por exemplo. Eu tinha a opção de escolher assistir aquilo ou não. Entendo o argumento usado até, mas ao tirarem a foto do ar, não existe a escolha, existe a condição.
Nos comentários sobre o ocorrido, percebi que isso até que é prática normal no Facebook e que no Flickr é mais tranquilo. O fotógrafo perguntou “ofendi a quem?” e alguém, poeticamente, respondeu: “o velho medo do corpo”.
Tentando decidir o que eu penso sobre tudo isto, me deparei com dois links muito bacanas e pertinentes. O primeiro fala sobre a digitalização da fotografia com base em uma publicação – O Dilema Digital – Questões estratégicas na guarda e no acesso a materiais cinematográficos digitais. O segundo é a dica de uma feira, a PhotoImageBrazil, que reúne e expõe as principais tendências de tecnologia e desenvolvimento de produtos de imagens. A era digital e a convergência de tecnologias de imagens fizeram com que o evento se tornasse muito mais abrangente e hoje temos a presença de empresas fornecedoras de tecnologias de outros segmentos da produção de imagense acontecerá a partir do dia 03 de Agosto, em São Paulo.
Com base nisto, convido vocês a refletirem a respeito comigo.

Tudo junto ao mesmo tempo agora

#1
Há algumas semanas, este era o ano da copa. Com o fim dos jogos, podemos tentar trazer para os brasileiros a consciência de que este ano é um pouco mais que isso, o ano das eleições. Acho delicado debater política e há sempre muitas ressalvas a se fazer. Se há alguns anos o destaque era o surgimento da votação eletrônica, de Obama para cá podemos grifar a importância da internet nas campanhas eleitorais. Já postamos anteriormente sobre a presença dos presidenciáveis no Twitter, agora trago este texto do site Outras Palavras com uma “carta aos candidatos” . A leitura é inteligente e convida para pensarmos no nosso país com um pouco mais de preocupação. Acho válido levarmos mais a sério a política, apesar de repetir – e concordar – com a frase do Lima Barreto, de que o Brasil não tem povo, tem público.

#2
Saindo da esfera política para a esfera da comunicação, o Facebook lançou uma página chamada “Facebook + Media”, bem bacana, com dicas para jornalistas fazerem um melhor uso da rede social.

#3
A Intel e a Vice estão organizando em parceria o The Creators Project, “uma nova rede dedicada a celebrar a criatividade e a cultura entre os meios de comunicação ao redor do mundo”. Totalmente linkado nas redes sociais, o projeto tem dois objetivos: “um deles é ser um canal moderno de mídia que irá identificar continuamente e celebrar o trabalho de artistas visionários onde quer que eles estejam. O outro é funcionar como um estúdio de criação de conteúdo, uma espécie de instituição de arte, que facilitará a produção e a disseminação de novos trabalhos desses artistas e de seus colaboradores.
Já curti a idéia em si, as atrações confirmadas e no Facebook também.

Quando me perguntam sobre internet, tenho sempre updates nas respostas. Considero os 03 links acima, 03 boas alternativas.

Segundando #3 – nas redes sociais

Nunca na história deste país se falou tanto em “redes sociais” e “mídias sociais”. Quase que cansando de textos que procuram conceituar as expressões e ensinar o que é Twitter, resolvi compartilhar alguns links legais a respeito.

Primeiro, este vídeo da campanha da Sony Vaio, não tão recente, mas ainda assim muito bom, sobre viciados em mídias sociais:

(…) Um professor, há algum tempo, defendeu que todas as mídias sociais são perecíveis e que aos poucos surgirão outras que deixarão as atuais defasadas. Já testemunhamos isso com Fotolog e Orkut, por exemplo. Aproveitando que o Facebook ainda é a bola da vez, a rede está lançando uma campanha para que os usuários – agora são mais de 500 milhões pelo mundo – contem suas histórias, algo bem parecido com o que o Youtube fez e linkamos no rodapé do último post.

Do mesmo site saiu o infográfico abaixo, com os números grandiosos do Facebook. Saiu também uma pesquisa sobre as mulheres viciadas na rede. Essa pesquisa, além de interessante, confirma um pouco uma discussão com um amigo, quando falávamos da exposição na internet e do quanto a internet tem sua cota de ego e do seu impacto nos relacionamentos.

Além disso, vira e mexe surge algum link com dicas sobre como a relação mídias sociais versus trabalho. Já vi de tudo, desde pesquisa que fala que o uso das redes sociais aumenta a produtividade, até casos de demissão e processos trabalhistas em função das mesmas, isso sem falar na avalanche de especialistas / entusiastas que surgiram. Por ora, compartilho duas dicas: essa e essa.

Aos que ainda se perdem nos guidelines do que pode e o que não pode fazer quando o assunto é internet e trabalho, compartilho também este texto, há algum tempo publicado na Folha, sobre vendedores que potencializam suas vendas pela internet.

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Em tempo: deixo a dica para vocês seguirem a Kiki Bellini, o alterego deste blog no Facebook.

Já é dia dos pais

Mal saíram das nossas vistas (e ouvidos) o comércio das vuvuzelas e o mercado já apresenta as opções de presente para os pais.  Ainda que 15 de Julho tenha sido consagrado como Dia Internacional dos Homens, o Dia dos Pais – que teve início na finada Babilônia – ainda parece ser a data mais importante para o sexo masculino.

Que o segundo domingo de Agosto, assim como todas as outras datas comemorativas, se comercializou, não é novidade. O que me parece novidade, entretanto, é o novo senhor dos tempos atuais – o mercado – tenha acelerado freneticamente o tic-tac do relógio. O consumo é ditado pela data comemorativa, entretanto, neste círculo mercantil infindável, hoje já é possível deduzirmos a data a partir do consumo, isto significa dar adeus ao calendário. Basta olhar para as vitrines e se localizar no tempo!

Neste frenesi de datas, as campanhas de comunicação que convocam o cidadão ao consumo não tem fim. Ao final de uma, engatam outra imediatamente. Daí ficar a sensação de que o tempo passa rápido, de que daqui a pouco já é Natal, e que o tempo voa. Campanhas de comunicação e marketing para consumo estão tão intensas que antecipam as datas na cabeça dos consumidores e apressam os tempos. Armadilhas – ou não – da nossa própria sociedade, tais campanhas nos pegam pelo coração, daí a dificuldade de resistir a ela. Entretanto, no fundo, o gigantesco apelo emocional volta-se mais para a conquista do bolso das mães e dos filhos do que para o afago ao papai.

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Em tempo: vocês viram “a vida em um dia“?

FISL 2010

Começa hoje o 11º Fórum Internacional Software Livre – FISL 11, um dos maiores encontros de comunidades de softwares livres do mundo. O evento que ocorre em Porto Alegre até o dia 24/07 pretende em 2011 tornar-se uma rede social autônoma e livre, é claro!
Para superar as expectativas de ser um mero encontro em prol da tecnologia livre, este ano o FISL criou o Noosfero: a primeira plataforma web livre (e totalmente brasileira) que, através da criação de um perfil virtual multi-uso, permite que os usuários não só acompanhem o que ocorre no FISL mas também colaborem com a produção dos conteúdos.
Outra novidade deste ano é que o FISL será alvo de estudo sociológico. Sociólogos acompanharão o Festival de Cultura Livre – destaque do evento – para traçar os perfis dos usuários e defensores dos softwares livres e estudar a fundo esta comunidade.

 

Quem sabe o “compartilhamento colaborativo” e a “liberdade de propriedade” propostos pelo Fórum não ultrapassam as fronteiras virtuais e chegam à nossa sociedade?