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Archive for dezembro, 2009

O que esperar de 2010?

quintal

Será que uma nova rede social surgirá? No ano do centenário do timão teremos libertadores na mão e ingresso para o Japão? (Mais do que previsão, isso é quase uma realidade. É só o Roberto Carlos entrar em forma). O Facebook será a grande ferramenta de comunicação e negócios? O cinema será menos catastrófico? As pessoas farão a sua parte por um mundo melhor já que Copenhagen foi um desfile de jatos particulares, limousines e o Hugo Chaves? Um ano sem escândalos, voto consciente e uma nação mais justa? Alguém que consiga explicar porque Deus foi tão generoso com a gente, criando o verão mais invejado do mundo? Enquanto essas respostas não vêem, o jeito é parar e refletir ou simplesmente dar uma folga já que vamos ter trezentos e sessenta e cincos dias para responder. Nesse tempo a Quintal vai aproveitar para colocar algumas coisas em ordem e agradecer a todos que circularam por aqui. Em 2010, a gente espera que vocês entrem no nosso Quintal para dizer o que estão fazendo, o que querem ou simplesmente olhar a vizinhança. Um ótimo ano novo para todos e a gente se encontra de novo na Quintal a partir de 4 de janeiro. Até lá!

Google Chrome

Veja abaixo o admirável vídeo produzido pelo Google, no Reino Unido para apresentar as principais características do Chrome, navegador do Google.  Repare nos detalhes e na perfeição de cada cena, que foi artesanalmente e delicadamente construída.

Fonte: Internessante

WineFuture/MediaFuture

Não é em todo lugar que a gente vê pessoas com interesses comerciais relativamente óbvios defenderem a conexão em rede com tanto afinco quanto pudemos ver nas apresentações do WineFuture. E, de fato, quanto mais os apresentadores tinham “responsabilidades” comerciais, menos ênfase colocaram no sistema de rede (embora eu pense que, no caso dos que estavam ali presentes, isso ocorra mais por falta de conhecimento e reflexão sobre o assunto que por simples necessidade de manter o controle sobre a informação).

De todo modo, o que mais me impactou foi o quão reais e práticos os discursos se mostraram. Ao contrário de muitas conferências, ao contrário de muitas apresentações elucubrativas e cheias de teorização, aqui se vêm exemplos factuais de como a conexão direta entre as pessoas vem alterando a percepção das mesmas sobre as coisas e seu acesso a elas (neste caso, obviamente, sobre os vinhos). Gary Vaynerchuck  foi muito claro e enfático nesse sentido, já no primeiro minuto da sua apresentação: “O que venho dizendo recentemente é que eu realmente acredito que a Nike e a Reebok deveriam colocar a ESPN fora do mercado. Que realmente acredito que a Sachs 5th Avenue e Neiman Marcus deveriam colocar a Vogue fora do mercado.”

wine2

Entendam que ele não está falando de “processar” as revistas e canais de tv. Nem de uma jogada de mercado para que as companhias citadas criem suas próprias revistas e canais de tv ou façam alguma espécie de takeover. Ele está falando em dar a palavra a quem interessa: quem se interessa, com o perdão do aparente pleonasmo. Mais que isso, em trocar palavras entre as partes interessadas, evitando mediações, filtragens e, acima de tudo, a concentração da “voz” nas “bocas” de poucos.

Ora, mas isso nada mais é que colocar em rede (e não necessariamente online, notem a diferença) momentos e coisas de nossas vidas. Não “debates” teóricos (embora também os debates), não decisões sobre o que deve e o que não deve ser feito. Momentos e coisas de nossas vidas. Os componentes de fato do nosso dia-a-dia, os objetos de nosso apreço. Vinho, comida, história, quadrinhos, tecnologia, carros, amor, marcenaria, família, cães e viagens. O que quer que seja.

Augusto de Franco, estudioso das redes e organizador da Escola de Redes, resume as quatro tentações a serem evitadas por quem “quer articular e animar redes sociais”. Nas palavras dele – explicadas com clareza no artigo “Uma Introdução às Redes Sociais“: fazer redes de instituições (em vez de redes de pessoas), ficar fazendo reuniões para discutir e decidir o que os outros devem fazer (em vez de, simplesmente, fazer), tratar os outros como ‘massa’ a ser mobilizada (em vez de amigos pessoais a serem conquistados) e, por último, querer monopolizar a liderança (em vez de estimular a emergência da multiliderança).”

E é justamente a “desobediência” a essas tentações o que a internet vem causando. Em muitos meios, inclusive na própria informática (alguém já ouviu falar em Google, Linux, Android?), na literatura (Kindle? Nook? Lulu.com?), na música (Napster? Torrents?). Que o digam os bloggers, blogueiros, jornalistas e wannabes brasileiros, com a “inexigibilidade” do diploma de jornalismo no país…

BERNARDO

Em seu blog, o jornalista Luis Nassif  (que não sabe coisa nenhuma de vinho, até onde é possível ver), faz a mesmíssima constatação de Garyvee: “Daqui para frente, cada vez mais as empresas e associações serão produtoras de informação, acabando com essa intermediação espúria da mídia.” É triste, senão cômico ou digno de pena, observar quem ainda vê a mudança como algo que deveria gerar indenizações por parte do governo… É mais que hora de fazer esforço por diminuir o ruído. Por facilitar a comunicação, veicular a informação. Não é sem motivo que o Google, a Amazon, os grandes da internet vêm fazendo sucesso e, não se enganem, não é por caridade que eles fazem como fazem.

Aos produtores que queiram fazer chegar seus vinhos ao público, atenção às etiquetas, aos termos nos rótulos, ao acesso que esse público quer ter às informações. Aos “educadores” (sempre achei esse termo bem pouco inteligente. “Educação” e “instrução” são coisas beeem diferentes, embora tenham muitos pontos de contato) que queiram seguir ensinando, sigam aprendendo. Aos vendedores que queiram ganhar dinheiro, conheçam o seu produto. Aos jornalistas que gostem de escrever, aprendam a fazê-lo. Aos políticos que queiram receber votos, trabalhem muito por seus eleitores. Nas palavras de Vaynerchuck:

“E eu não tenho medo das pessoas que não têm formação e não sabem o que estão fazendo mas publicam coisas e influenciam as pessoas, porque o que eu sei e vi na última década no mundo da internet é que o creme sobe para o topo. Eu sei que as pessoas neste painel [aponta para Jancis Robinson, José Peñin] vencem tão bem no “novo mundo” quanto venciam na “mídia antiga”, sabem por quê? Por que ELES TÊM A MANHA. Porque eles sabem sobre o que estão falando. Eles têm qualidade.”

E, acima de tudo, a todos esses e mais: sejam claros e honestos. Porque estamos observando, com atenção. Estamos fazendo, nós mesmos. E somos muitos…

Fonte: Bsmp

Vitrine interage com o mundo real

Para promover seus famosos lenços de seda em Tóquio, a marca Hèrmes trabalhou de forma diferenciada a exposição de seu produto na vitrine, fugindo um pouco da “normalidade”.

Foi criada uma instalação com um vídeo, que apresentava a imagem de uma modelo soprando, e logo a frente o lenço interagia simultaneamente com o vídeo.

É possível sentir a leveza do produto, junto ao encanto criativo da ação, que deve ter feito muita gente parar e olhar. Vale a pena conferir.

 

Fonte: Comunicadores

Cartões criativos

Com o Natal e o novo ano chegando, muitas pessoas já começam a preparar seus cartões com mensagens positivas para seus amigos. Uma idéia bacana que foge do convencional e do blá blá de Feliz Natal e Próspero ano novo,  são os cartões criadas por Fábio  Yabu, onde os desejos são baseados na preocupação com o mundo. No blog dele é possível baixar versão para impressão. Veja abaixo, alguns modelos simpáticos:

cartoes_Carro

cartoes_Carne

cartoes_Luz

cartoes_Sacolas

Fonte: Yabu