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Archive for the ‘Exposições’ Category

Quem sou, para onde vou e de onde vim

Como você chegou até aqui? Achou por acaso? É um dos nossos?

Nós temos um link em que nos apresentamos, mas estamos em constante transformação – ainda bem – e achamos importante, neste momento, fazer um post autoral e nos reapresentarmos. Às vezes escrevemos no singular, às vezes falamos em coletivo, mas mais importante que isso é nossa busca pela troca de idéias sobre assuntos de interesse, inspiradores, pontos em comum. Talvez não tenhamos uma resposta pronta e definitiva para “quem eu sou”, mas certamente sabemos falar “SOBRE quem eu sou”.

Nossa velha infância tinha um ambiente a mais, o quintal. Lá, onde quer que fosse, era um espaço para reunir quem quisesse de falar sobre o que quisesse. Este blog é a virtualização deste espaço. Até então éramos colaboradores de várias empresas que tinham em comum a comunicação como ferramenta de trabalho e estilo de vida. Agora estamos criando um rosto, uma identidade, um DNA. A iniciativa é da Volponi Comunicação, agência que está com site novo no ar e quer compartilhar seu trabalho e achados de links de fotografia, moda, design, ilustração, web, publicidade e tendências de todo o universo comunicacional.

Além da nossa assinatura, temos também um alterego: a Kiki Bellini. A Kiki é nossa projeção, nossa representação virtual viva das idéias, pensamentos, filosofias, pessoas, intenções e crenças. A Kiki está no Facebook e quer te ter por lá também.

A Quintal também está no Twitter (@quintalrevista) e está disponível para ser compartilhada post a post nos rodapés. Nossa intenção é estar cada vez mais online e interativa, sempre buscando a simbiose, a troca entre pensamento alternativo máximo divergentes com os ataques do pensamento convergente intenso . Se for para resumir o que queremos passar, podemos dizer, simples assim: queremos sua companhia.

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Em tempo: dica incrível da exposição que está rolando em São Paulo das obras do Keith Haring.

Criatividade x Dinheiro

Adam Smith e Karl Marx muito provavelmente teriam mais propriedade para embalar o assunto, mas tomo a liberdade de fazer desse post um quase brainstorm sobre liberdade, criatividade e dinheiro.

Já dizem os mais engajados que a esfera da liberdade só é alcançada depois que suprimos a esfera da necessidade. Isso até é verdade, mas existem sensações mundanas que muitas vezes se aproximam do que, acho ser, liberdade. Isso é bom. Mas, se tudo tem um lado A e um lado B, há também sensações em que nos sentimos escravos da vida e suas obrigações.

Há algum tempo vi esta foto no Flickr:

Repassei para algumas pessoas e recebi de uma amiga, estudante de ciências sociais, a seguinte resposta:

a frase sintetiza o que alguns intelectuais tentam dizer (e praticar).
que aquilo que nos aparece como real, como natural, nada mais é do que criações que nos fazem aceitar sem pensar sobre.
além disso, a correria do dia-a-dia é super conveniente para tirar do indivíduo todos aqueles momentos que ele teria para refletir sobre si, sobre a vida, sobre o mundo.
e, sabemos que, manter a pessoa na esfera da necessidade é a melhor maneira de impedí-la de encontrar a esfera da liberdade.
hoje em dia, somos presos sem algemas. a escravidão social é pior do que a escravidão por raça, coerção ou violência, pois ela aparece como natural, como invisível. se antes éramos escravos por sermos negros, hoje somos escravos por sermos homens e mulheres da sociedade de massa.
por exemplo, soa natural e normal acordar cedo, trabalhar, estudar, pegar ônibus, mas ninguém para, um segundo se quer, para refletir sobre as verdadeiras motivações (ou imposições) que fazem todos os seres humanos se sujeitarem a isso.
essa é a palavra: SUJEIÇÃO.
o indivíduo do mundo atual deixou de ser sujeito da própria história e sujeitou-se às imposições da sociedade.

Só por isso, meus neurônios sobrecarregados já ganharam uma pauta (me digam que o de vocês também, por favor?) e hoje, via Facebook, retomei o pensamento ao me deparar com esse vídeo sobre recompensa financeira x trabalho criativo. Não precisa ser phD em Marx para gostar e, por isso, compartilho:

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Em tempo:

Dica da exposição “Desafiando Sonhos” da Nina Pandolfo rolando em São Paulo.

Difusão e gravidade?

Sem título ID 1284

Sem título ID 1284

A apropriação de fenômenos da natureza como difusão e gravidade pode ser relevante no pensamento das subjetividades…

Estive em uma exposição esta semana que me fez pensar um pouco sobre questões da pintura…

A Exposição em questão está na Galeria Nara Roesler e é do artista Manoel Veiga.

Manoel apresenta uma produção de pintura que se aproxima das “aguadas”, onde os pigmentos se desdobram sem controle, ao sabor dos solventes.

Algo como se uma superfície impregnada de uma matéria pudesse ser transformada pela força de outra mais ativa.

Suas telas nos colocam como observadores de uma “beleza” que surge de processos caóticos, das relações de forças entre os “solventes”, agentes da transformação, e matéria “pigmento”, substancia depositada e arrastada sobre o suporte.

Bem, isto é o que parece e o que aponta após leitura da apresentação do artista de formação técnica na área de engenharia, no material da exposição. Manoel explica que seu trabalho está relacionado com métodos de aplicação de solvente que separam e sedimentam de forma diferenciada os pigmentos pelo peso, entre outras coisas.

Mas o resultado deste processo me pareceu intrigante sobre outro aspecto, não tão técnico.

A superfície das pinturas de Manoel possuem uma característica alinhada às técnicas acrílicas, com áreas de cobertura chapadas, diferentes das superfícies dos processos de tingimentos, que possuem características transparentes, evanescentes e com sobreposições de tons secundários.

Esta observação técnica na pintura de Manoel acabou me mostrando uma surpreendente questão ligada às expectativas do que entendemos por pintura.

É como se eu não pudesse imaginar tal efeito a partir de tal técnica e ficasse com a sensação de que estou sendo enganado na construção da pintura observada…

Esta relação simples entre expectativa e resultado me fez refletir muito profundamente sobre pintura, seus limites e suas potências…

Pensamos em pinturas que reproduzem fielmente uma imagem vista, pintura que no plano bidimensional tentam representar um fato multidimensional, pintura que tenta dar conta do imaginário, do semântico, do metafórico, pintura que tenta elevar o campo de percepção de certas imagens reproduzidas em pinceladas precisas, pinturas, pinturas, pinturas…

No trabalho de Manoel, a superfície não transparente, embora apresente um traçado de pigmentos que se deslocam caoticamente, um agente externo, parece que quer nos sugerir uma construção feita a pinceladas.

É como se Manoel tivesse simulado com um exemplar controle da mão humana o que o solvente “água” faz casualmente com as forças e normas da natureza.

Aí ficamos ali nos perguntando qual foi a mágica humana usada para simulações e o quanto damos importância a forma como as coisas são construídas para entendermos aquilo que nos fascina.

Exposição

MVHD

Artista

Manoel Veiga

Onde

Nara Roesler

Av. Europa, 655 – Jardim Europa – Oeste. Telefone: 3063-234

Quando

Segunda a sexta: 10h às 19h.

Sábado: 11h às 5h.

Sujeito Corpo

Esta semana estive no SESC pinheiros – SP para o lançamento da exposição SUJEITO CORPO: o corpo e suas relações com o mundo contemporâneo.
O material exposto no espaço do SESC pinheiros tem como um foco os trabalhos de artistas que buscam atender a uma dinâmica de produção diretamente ligada ao seu corpo. Os trabalhos ali expostos foram selecionados por conter um discurso sobre o corpo.Não falam de sua representação, de como o corpo se apresenta, mas tratam de como o corpo pode aparecer.
Temos ali algo próximo da experimentação de alguns limites físicos.De alguma forma somos colocados na condição de observador deste invólucro vivo alheio.
Estão lá trabalhos de: Adriana Ferla, Carlos Melo, Daisy Xavier, Oriana Duarte, Pazé e Sonia Guggisberg.
Podemos remar, ficar boiando como que a deriva em uma sala com projeções, termos a sensação de suspensão no salto em um piso de areia, deixar o corpo cair e perceber a dureza do chão apenas pela audição, caminhar por prédios e recantos da cidade na forma de um corpo falso ou misturar os corpos de 04 gerações de mulheres nuas de uma só família em um “quase” projeto de making of de uma sessão de fotos.
Este último trabalho é de Daisy Xavier e está apresentado em dois formatos.Duas fotos na parede e uma projeção das imagens deste set de fotos sobre as águas de um pequeno aquário.Percebo que suas imagens pálidas, não são uma tentativa de dificultar a apresentação da intimidade familiar.Acho que a palidez das imagens deixa as formas mais nítidas e sem o natural desvio de atenção para a qualidade óbvia da matéria carne que está ali fotografada.
Daisy não quer mostrar carnes/corpos, quer desenhá-los.Quanto mais pálida fica sua construção sofisticada, mais delicada e nítida fica a imagem revelada.
Nitidez essa, que apaga a foto familiar de mulheres nuas, para revelar um desenho de linhas fortes, feito do encontro das superfícies dos corpos.
Nesse momento, já não importa mais se as nuas são quem são: mãe, filha e neta.
Claro que são as nuas da sua família, sua história, seu repertório mais confortável e mais conhecido.Não fosse esse, um universo bem conhecido de Daisy, não veríamos tanta precisão na exclusão desta materialidade, na quase remoção da matéria pele para deixar apenas as linhas, os planos, transformando-os em desenhos delicados e complexos.Ali está um exercício de revelar o essencial, manter o foco nas linhas do desenho e abrir mão de apelos rápidos.
Gosto de ver o trabalho de Daisy como um caprichoso desenho feito com os enquadramentos roubados das fotos que ela fez de sua família.
Mas isso não mais importa, não está mais lá este registro familiar.
Daisy não é tão primaria na construção de seus desenhos, os cria com ferramentas que quer, com a família que tem, com o cuidado de quem sabe preservar aquilo que lhe é caro, revelando sempre algo bem construído e também muito potente.
Abaixo temos uma pequena amostra do trabalho de Daisy Xavier.

Esta semana estive no SESC pinheiros – SP para o lançamento da exposição SUJEITO CORPO: o corpo e suas relações com o mundo contemporâneo.

O material exposto no espaço do SESC pinheiros tem como um foco os trabalhos de artistas que buscam atender a uma dinâmica de produção diretamente ligada ao seu corpo. Os trabalhos ali expostos foram selecionados por conter um discurso sobre o corpo. Não falam de sua representação, de como o corpo se apresenta, mas tratam de como o corpo pode aparecer.

Temos ali algo próximo da experimentação de alguns limites físicos.De alguma forma somos colocados na condição de observador deste invólucro vivo alheio.Estão lá trabalhos de: Adriana Ferla, Carlos Melo, Daisy Xavier, Oriana Duarte, Pazé e Sonia Guggisberg. Podemos remar, ficar boiando como que a deriva em uma sala com projeções, termos a sensação de suspensão no salto em um piso de areia, deixar o corpo cair e perceber a dureza do chão apenas pela audição, caminhar por prédios e recantos da cidade na forma de um corpo falso ou misturar os corpos de 04 gerações de mulheres nuas de uma só família em um “quase” projeto de making of de uma sessão de fotos.

Este último trabalho é de Daisy Xavier e está apresentado em dois formatos. Duas fotos na parede e uma projeção das imagens deste set de fotos sobre as águas de um pequeno aquário.Percebo que suas imagens pálidas, não são uma tentativa de dificultar a apresentação da intimidade familiar.Acho que a palidez das imagens deixa as formas mais nítidas e sem o natural desvio de atenção para a qualidade óbvia da matéria carne que está ali fotografada.

Daisy não quer mostrar carnes/corpos, quer desenhá-los.Quanto mais pálida fica sua construção sofisticada, mais delicada e nítida fica a imagem revelada. Nitidez essa, que apaga a foto familiar de mulheres nuas, para revelar um desenho de linhas fortes, feito do encontro das superfícies dos corpos.

Nesse momento, já não importa mais se as nuas são quem são: mãe, filha e neta.Claro que são as nuas da sua família, sua história, seu repertório mais confortável e mais conhecido.Não fosse esse, um universo bem conhecido de Daisy, não veríamos tanta precisão na exclusão desta materialidade, na quase remoção da matéria pele para deixar apenas as linhas, os planos, transformando-os em desenhos delicados e complexos.Ali está um exercício de revelar o essencial, manter o foco nas linhas do desenho e abrir mão de apelos rápidos.

Gosto de ver o trabalho de Daisy como um caprichoso desenho feito com os enquadramentos roubados das fotos que ela fez de sua família.Mas isso não mais importa, não está mais lá este registro familiar. Daisy não é tão primaria na construção de seus desenhos, os cria com ferramentas que quer, com a família que tem, com o cuidado de quem sabe preservar aquilo que lhe é caro, revelando sempre algo bem construído e também muito potente.

Abaixo temos uma pequena amostra do trabalho de Daisy Xavier.

Curau

Pra quem quer mais, vale a visita ao SESC Pinheiros ou um pulo na pagina da galeria que a representa no Rio http://www.lauramarsiaj.com.br/

SUJEITO: CORPO – 09/01/2010 a 14/03/2010

Terça a sexta, das 10h30 às 21h30 Sábados, domingos e feriados, das 10h30 às 18h30- SESC Pinheiros – Rua Paes Leme, 195 – Pinheiros - São Paulo – SP – telefone: 11 3095-9400

Vitrine interage com o mundo real

Para promover seus famosos lenços de seda em Tóquio, a marca Hèrmes trabalhou de forma diferenciada a exposição de seu produto na vitrine, fugindo um pouco da “normalidade”.

Foi criada uma instalação com um vídeo, que apresentava a imagem de uma modelo soprando, e logo a frente o lenço interagia simultaneamente com o vídeo.

É possível sentir a leveza do produto, junto ao encanto criativo da ação, que deve ter feito muita gente parar e olhar. Vale a pena conferir.

 

Fonte: Comunicadores