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Archive for the ‘Fotografia’ Category

O que fazer antes de morrer (e mais)

Mais uma leva de links gostosos e achados:

#1

Duas amigas que se conheceram na faculdade e desde então tentam emendar psicologia, sociologia e arte resolveram criar um projeto quase cronológico com uma pergunta bem simples: o que você quer fazer antes de morrer? O site, em inglês, pretende colher polaroids com os desejos das pessoas e futuramente contatá-las, via email, para saber se elas realizaram seus desejos. Nas palavras das próprias criadoras-curadoras:

The Before I die I want to… project was inspired by a combination of factors: (1) the “death” of the Polaroid, (2) a psychologist’s tool called safety contracts, and (3) a passion to get people to think about (and act upon) what is really important in their lives through this simple, straight-forward question.

O site tem polaroids dos EUA, India e hospícios, mas está aberto para receber mais polaroids e também doações.

A dica veio do Catraca Livre.

#2

A internet facilitou os debates e as manifestações de opiniões, mas até pouco tempo não era incomum trocar ou receber fanzines sobre os mais variados temas, no maior esquema self-made, xerocado ou elaborado, mas indiscutivelmente de conteúdo livre. O que aconteceu com os fanzineiros depois de algum tempo é o tema do documentário, em produção, chamado “Fanzineiros do Século Passado”. A dica veio do blog Zinismo e explica que a própria internet facilitou o reencontro desses artistas. O primeiro trailer você confere abaixo.

#3

O site Ufunk postou recentemente este curta-metragem em stop motion de grafitti miniatura. A arte do vídeo é ótima, também abaixo, e a dica veio do Rodrigo Volponi. Outro “portal” na mesma pegada do Ufunk e recém-descoberto é o PYMCA, com um acervo bacanérrimo de fotos, música e cultura em geral.

#4

Sabe aquela idéia de aproximar criadores e consumidores e de constatar os valores da geração Y? Eles estão exemplificados na campanha “Life’s Good Lab” da LG, que você confere abaixo. No site Update or Die tem um texto, inclusive, muito bom sobre esta campanha ser um bom exemplo do bom uso das redes sociais.

Quem sou, para onde vou e de onde vim

Como você chegou até aqui? Achou por acaso? É um dos nossos?

Nós temos um link em que nos apresentamos, mas estamos em constante transformação – ainda bem – e achamos importante, neste momento, fazer um post autoral e nos reapresentarmos. Às vezes escrevemos no singular, às vezes falamos em coletivo, mas mais importante que isso é nossa busca pela troca de idéias sobre assuntos de interesse, inspiradores, pontos em comum. Talvez não tenhamos uma resposta pronta e definitiva para “quem eu sou”, mas certamente sabemos falar “SOBRE quem eu sou”.

Nossa velha infância tinha um ambiente a mais, o quintal. Lá, onde quer que fosse, era um espaço para reunir quem quisesse de falar sobre o que quisesse. Este blog é a virtualização deste espaço. Até então éramos colaboradores de várias empresas que tinham em comum a comunicação como ferramenta de trabalho e estilo de vida. Agora estamos criando um rosto, uma identidade, um DNA. A iniciativa é da Volponi Comunicação, agência que está com site novo no ar e quer compartilhar seu trabalho e achados de links de fotografia, moda, design, ilustração, web, publicidade e tendências de todo o universo comunicacional.

Além da nossa assinatura, temos também um alterego: a Kiki Bellini. A Kiki é nossa projeção, nossa representação virtual viva das idéias, pensamentos, filosofias, pessoas, intenções e crenças. A Kiki está no Facebook e quer te ter por lá também.

A Quintal também está no Twitter (@quintalrevista) e está disponível para ser compartilhada post a post nos rodapés. Nossa intenção é estar cada vez mais online e interativa, sempre buscando a simbiose, a troca entre pensamento alternativo máximo divergentes com os ataques do pensamento convergente intenso . Se for para resumir o que queremos passar, podemos dizer, simples assim: queremos sua companhia.

____

Em tempo: dica incrível da exposição que está rolando em São Paulo das obras do Keith Haring.

Os limites da fotografia

De uns tempos pra cá, ganhei muitos amigos fotógrafos. Isso não quer dizer que meu círculo de contatos está mais artístico, mas que – parece – está mais fácil “ser” fotógrafo. Falo desde que amigos que trabalham com stills não muito interessantes à primeira vista e sustentam seus aluguéis com isso até amigos que clicam lugares e pessoas de forma incrível e ainda precisam pedir mesada para o patriarca.

Estaríamos diante de uma proliferação artística-visual, da consequência das novas formas de compartilhamento e troca de arquivos ou testemunhando um equívoco? Não acho que estamos acompanhando a prostituição da profissão, mas talvez a banalização de um conceito. Talvez o profissional de fotografia enfrente o mesmo dilema de um jornalista diante do debate sobre a exigência ou não do diploma. Como harmonizar isso? Não sei. Na falta de uma opinião mais argumentada ou convincente, me coloco na poltrona de quem, por enquanto, só acompanha.
Pego o gancho para comentar outro fato recente e relacionado: um amigo que teve 03 de suas fotos censuradas no Facebook. A mensagem era mais ou menos assim: Você carregou uma foto que viola nossos Termos de uso e ela foi removida. O Facebook não permite a publicação de fotos que ofendam um indivíduo ou grupo, ou que possuam nudez, drogas, violência ou outras violações de nossos Termos de uso. Essas políticas são desenvolvidas para garantir que o Facebook continue a ser um ambiente seguro e confiável para todos os usuários, incluindo as crianças que usam o site.

Uma das fotos (o álbum do flick pode ser conferido aqui):
As fotos são de uma mulher nua, com uma pegada no sensual, não no pornográfico, algo mais revista TRIP do que revista Sexy. Eu considerei a foto bonita e não ofensiva. Quando era mais nova, ninguém me perguntou se a banheira do Gugu era ofensiva para mim, por exemplo. Eu tinha a opção de escolher assistir aquilo ou não. Entendo o argumento usado até, mas ao tirarem a foto do ar, não existe a escolha, existe a condição.
Nos comentários sobre o ocorrido, percebi que isso até que é prática normal no Facebook e que no Flickr é mais tranquilo. O fotógrafo perguntou “ofendi a quem?” e alguém, poeticamente, respondeu: “o velho medo do corpo”.
Tentando decidir o que eu penso sobre tudo isto, me deparei com dois links muito bacanas e pertinentes. O primeiro fala sobre a digitalização da fotografia com base em uma publicação – O Dilema Digital – Questões estratégicas na guarda e no acesso a materiais cinematográficos digitais. O segundo é a dica de uma feira, a PhotoImageBrazil, que reúne e expõe as principais tendências de tecnologia e desenvolvimento de produtos de imagens. A era digital e a convergência de tecnologias de imagens fizeram com que o evento se tornasse muito mais abrangente e hoje temos a presença de empresas fornecedoras de tecnologias de outros segmentos da produção de imagense acontecerá a partir do dia 03 de Agosto, em São Paulo.
Com base nisto, convido vocês a refletirem a respeito comigo.

Será que a Polaroid volta?

No meu mundo,  tá pra nascer uma pessoa que não gosta de Polaroid. Até então, todo mundo gosta, e gosta com carinho. Já fiz peregrinações atrás de filmes e não pretendo me desfazer da máquina nem sob situação de falência. Tudo bem que hoje em dia é possível “converter” uma foto em Polaroid, vide programas como o Poladroid, o que, embora divertido, não é a mesma coisa. E olha que o programa é divertido mesmo, até reproduz o barulhinho da câmera.

Pra minha felicidade, o blog “dont touch my moleskine” trouxe um post sobre um documentário de outro polaroid lover. O trailer é curtinho, dá para ver aqui, e comprova minha teoria: todo mundo gosta de Polaroid. Até onde sei, a empresa parou de produzir os filmes por uma questão comercial, o que não dixa de ser uma pena.

Ainda na vibe fotografia, o site “Update or Die“, trouxe outro post bacana, sobre o protótipo digital da câmera Brownie, da Kodak.

Hoje em dia temos câmera no celular e lindas avalanches de imagens via flickr, mas, vamos combinar que de vez em quando dá saudade do ritual que era comprar filme, colocá-lo na máquina, tirar fotos sem saber como iam ficar e ter de memória uma série de fotos ruins, com caretas e situações bem mais espontâneas?

Sujeito Corpo

Esta semana estive no SESC pinheiros – SP para o lançamento da exposição SUJEITO CORPO: o corpo e suas relações com o mundo contemporâneo.
O material exposto no espaço do SESC pinheiros tem como um foco os trabalhos de artistas que buscam atender a uma dinâmica de produção diretamente ligada ao seu corpo. Os trabalhos ali expostos foram selecionados por conter um discurso sobre o corpo.Não falam de sua representação, de como o corpo se apresenta, mas tratam de como o corpo pode aparecer.
Temos ali algo próximo da experimentação de alguns limites físicos.De alguma forma somos colocados na condição de observador deste invólucro vivo alheio.
Estão lá trabalhos de: Adriana Ferla, Carlos Melo, Daisy Xavier, Oriana Duarte, Pazé e Sonia Guggisberg.
Podemos remar, ficar boiando como que a deriva em uma sala com projeções, termos a sensação de suspensão no salto em um piso de areia, deixar o corpo cair e perceber a dureza do chão apenas pela audição, caminhar por prédios e recantos da cidade na forma de um corpo falso ou misturar os corpos de 04 gerações de mulheres nuas de uma só família em um “quase” projeto de making of de uma sessão de fotos.
Este último trabalho é de Daisy Xavier e está apresentado em dois formatos.Duas fotos na parede e uma projeção das imagens deste set de fotos sobre as águas de um pequeno aquário.Percebo que suas imagens pálidas, não são uma tentativa de dificultar a apresentação da intimidade familiar.Acho que a palidez das imagens deixa as formas mais nítidas e sem o natural desvio de atenção para a qualidade óbvia da matéria carne que está ali fotografada.
Daisy não quer mostrar carnes/corpos, quer desenhá-los.Quanto mais pálida fica sua construção sofisticada, mais delicada e nítida fica a imagem revelada.
Nitidez essa, que apaga a foto familiar de mulheres nuas, para revelar um desenho de linhas fortes, feito do encontro das superfícies dos corpos.
Nesse momento, já não importa mais se as nuas são quem são: mãe, filha e neta.
Claro que são as nuas da sua família, sua história, seu repertório mais confortável e mais conhecido.Não fosse esse, um universo bem conhecido de Daisy, não veríamos tanta precisão na exclusão desta materialidade, na quase remoção da matéria pele para deixar apenas as linhas, os planos, transformando-os em desenhos delicados e complexos.Ali está um exercício de revelar o essencial, manter o foco nas linhas do desenho e abrir mão de apelos rápidos.
Gosto de ver o trabalho de Daisy como um caprichoso desenho feito com os enquadramentos roubados das fotos que ela fez de sua família.
Mas isso não mais importa, não está mais lá este registro familiar.
Daisy não é tão primaria na construção de seus desenhos, os cria com ferramentas que quer, com a família que tem, com o cuidado de quem sabe preservar aquilo que lhe é caro, revelando sempre algo bem construído e também muito potente.
Abaixo temos uma pequena amostra do trabalho de Daisy Xavier.

Esta semana estive no SESC pinheiros – SP para o lançamento da exposição SUJEITO CORPO: o corpo e suas relações com o mundo contemporâneo.

O material exposto no espaço do SESC pinheiros tem como um foco os trabalhos de artistas que buscam atender a uma dinâmica de produção diretamente ligada ao seu corpo. Os trabalhos ali expostos foram selecionados por conter um discurso sobre o corpo. Não falam de sua representação, de como o corpo se apresenta, mas tratam de como o corpo pode aparecer.

Temos ali algo próximo da experimentação de alguns limites físicos.De alguma forma somos colocados na condição de observador deste invólucro vivo alheio.Estão lá trabalhos de: Adriana Ferla, Carlos Melo, Daisy Xavier, Oriana Duarte, Pazé e Sonia Guggisberg. Podemos remar, ficar boiando como que a deriva em uma sala com projeções, termos a sensação de suspensão no salto em um piso de areia, deixar o corpo cair e perceber a dureza do chão apenas pela audição, caminhar por prédios e recantos da cidade na forma de um corpo falso ou misturar os corpos de 04 gerações de mulheres nuas de uma só família em um “quase” projeto de making of de uma sessão de fotos.

Este último trabalho é de Daisy Xavier e está apresentado em dois formatos. Duas fotos na parede e uma projeção das imagens deste set de fotos sobre as águas de um pequeno aquário.Percebo que suas imagens pálidas, não são uma tentativa de dificultar a apresentação da intimidade familiar.Acho que a palidez das imagens deixa as formas mais nítidas e sem o natural desvio de atenção para a qualidade óbvia da matéria carne que está ali fotografada.

Daisy não quer mostrar carnes/corpos, quer desenhá-los.Quanto mais pálida fica sua construção sofisticada, mais delicada e nítida fica a imagem revelada. Nitidez essa, que apaga a foto familiar de mulheres nuas, para revelar um desenho de linhas fortes, feito do encontro das superfícies dos corpos.

Nesse momento, já não importa mais se as nuas são quem são: mãe, filha e neta.Claro que são as nuas da sua família, sua história, seu repertório mais confortável e mais conhecido.Não fosse esse, um universo bem conhecido de Daisy, não veríamos tanta precisão na exclusão desta materialidade, na quase remoção da matéria pele para deixar apenas as linhas, os planos, transformando-os em desenhos delicados e complexos.Ali está um exercício de revelar o essencial, manter o foco nas linhas do desenho e abrir mão de apelos rápidos.

Gosto de ver o trabalho de Daisy como um caprichoso desenho feito com os enquadramentos roubados das fotos que ela fez de sua família.Mas isso não mais importa, não está mais lá este registro familiar. Daisy não é tão primaria na construção de seus desenhos, os cria com ferramentas que quer, com a família que tem, com o cuidado de quem sabe preservar aquilo que lhe é caro, revelando sempre algo bem construído e também muito potente.

Abaixo temos uma pequena amostra do trabalho de Daisy Xavier.

Curau

Pra quem quer mais, vale a visita ao SESC Pinheiros ou um pulo na pagina da galeria que a representa no Rio http://www.lauramarsiaj.com.br/

SUJEITO: CORPO – 09/01/2010 a 14/03/2010

Terça a sexta, das 10h30 às 21h30 Sábados, domingos e feriados, das 10h30 às 18h30- SESC Pinheiros – Rua Paes Leme, 195 – Pinheiros - São Paulo – SP – telefone: 11 3095-9400