E-mail marketing: mocinho ou bandido?
Posted in Comunicação, Internet on 08/27/2010 06:50 pm by Renata | VolponiVocê abre sua caixa de emails. Havendo muitos ou poucos, certamente há um e-mail marketing. E se ele está ali, é porque você fez alguma coisa, direta ou indiretamente, para recebê-lo, seja ele informativo, comercial ou institucional.
Gosto da polaridade das coisas, então acho que se aplica dizer que o e-mail marketing posa de mocinho e bandido para diferentes destinatários, mas há algumas considerações que devem ser feitas quando o assunto é este.
Em primeiro lugar, e-mail marketing não é, necessariamente, SPAM. Eu mesma posso citar exemplos de alguns que recebo, diariamente, que me informam e me dão uma base de quanto custa determinado produto, que posso até não estar precisando comprar, mas que pode representar uma aquisição boa (aliás, quem disse que aquisição por impulso é ruim?). Por este ponto, o e-mail marketing pode ser considerado uma facilidade, uma boa ferramenta. Mas o conceito de “boa ferramenta” também se reflete no conteúdo e, por tabela, na sua eficácia, na forma como ele é transmitido, seja na quantidade de caracteres, seja na sua apresentação visual. E, para isso, há profissionais que estudaram detalhadamente uma paleta de cores e possam dar uma boa orientação.
Outro ponto positivo do e-mail marketing é o fato de ser uma ferramenta acessível. Vamos lá: você está num brainstorm, surgem idéias ótimas de promoção e a hora de quantificar o custo e a compatibilidade disso com o seu budget. Certamente o e-mail marketing aparece como uma das mais possíveis.
Para o bem ou para o mal, existe ainda o cuidado que você enquanto usuário deve ter com os seus emails de forma geral, de onde o digita e de como o espalha.
Dito isto, compartilho a dica de um evento que “tem como objetivo conceituar o e-mail marketing pela ótica das ferramentas de marketing e pela análise do comportamento humano frente ao computador. E mostrar, através de cases consagrados de grandes marcas, como na prática se aplica esta comunicação com alto impacto. Com isso o E-mail Marketing Brasil espera difundir conhecimento e cultura que eliminem mitos sobre o e-mail marketing e que alinhe a empresa com as melhores práticas, tanto para o melhor resultado financeiro e/ou institucional quanto para a marca da empresa.” O evento acontece no próximo dia 02 em São Paulo e também em outras cidades do Brasil.
Se você ainda polariza o seu julgamento sobre o e-mail marketing pela ótica negativa, saiba que “o alto impacto da comunicação por e-mail ganhou recentemente um adepto famoso que virou um case político mundial na internet, Barack Obama. Segundo Ben Self, da Blue State Digital, que esteve no Brasil em maio e foi o responsável pela presença da campanha de Obama na internet, o e-mail marketing foi o responsável por 2/3 da arrecadação on line de Obama, em torno de 350 milhões de dólares dos 500 que o candidato Democrata arrecadou apenas pela web”.
Segundo o diretor da Volponi Comunicação:
“o email-marketing é sim uma ferramenta interessante pelo seu alcance, dinamismo e baixo investimento. O que é “não bom” é basear toda uma campanha ou ação apenas em uma das ferramentas que nunca, ao meu ver, é a principal ou a mais importante. Se existe um banco de dados próprio, se na mensagem existe unidade de discurso com os materiais impressos, redes sociais, site institucional, e-commerce, um telemarketing receptivo bem treinado, excelente, ele funcionará muito bem.
Mas de nada adianta você iniciar uma ação dessas sem uma estratégia, utilizando-se de banco de dados que você compra pela internet de fontes duvidosas. O resultado desta utilização indevida é sua marca entrar na caixa de SPAM de seus atuais, e dos não mais, futuros clientes.
As perguntas básicas que fazemos aqui na agência antes de utilizar essa ferramenta são:
Qual o objetivo com isso?
Qual o perfil de quem vai receber?
Para onde vou direcioná-lo?
O que será enviado é realmente interessante para o receptor?
Se for um sucesso meu cliente está pronto responder a demanda?
Quais materiais ou ações estão conectadas para que a ferramenta não morra no disparo?
Qual a frequência para não ser Boring?
Respondido isso, conseguimos determinar se o e-mail vai acrescentar algo a marca ou será apenas mais um material em lixo eletrônico jamais lido, ou pior, rejeitado”.
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Em tempo:
Leitura interessante de Nizan Guanaes sobre a Bienal de SP e de como a arte é um investimento social e financeiro.















