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Archive for the ‘Tendências’ Category

Consumo

Pode reparar: nossa forma de consumir está em eterna transformação. Lembro quando descobri o site Submarino e o quanto era surreal e assustador comprar e pagar pela internet e receber as compras em casa. Mas ao mesmo tempo em que podemos comprar sem apalpar o produto, podemos cada vez mais experimentá-lo antes da compra e isso é um nicho ótimo, especialmente para os profissionais de marketing. Já havia lido alguma coisa sobre marketing experencial e hoje li que a Apple lançou uma sessão chamada “Try Before You Buy”, em que você testa o produto antes de consumi-lo.

Pegando carona nisso, compartilho essa opinião sobre a revolução na forma de consumir com o advento da web 2.0. Neste mesmo texto, tem o link para outro texto, ótimo, chamado “Consumidor 2.0: querem saber tudo sobre você”. Lá, comentam exatamente isso, que nossa forma de consumir mudou e que as empresas precisam saber acompanhar e perceber tais mudanças.

A partir daí, me perguntei: da mesma forma que nós, consumidores queremos saber mais sobre as organizações que “interagem” com a gente, as organizações de forma geral também podem saber “tudo” sobre nós? Será que todas as informações que trocamos na internet podem ser monitoradas? Foi pesquisando sobre isso que descobri esse texto sobre “neutralidade na internet”:

O conceito principal dessa ideia é que a internet é um meio democrático e todas as informações que trafegam por ela são tratadas da mesma forma, sempre na mesma velocidade, disponíveis para todo e qualquer internauta. Todo site deve e pode ser acessado do mesmo modo, assim como todo serviço online ou aplicativo conectado. A neutralidade da rede significa, basicamente, que todo e qualquer conteúdo na internet deve estar igualmente acessível a qualquer pessoa sem interferências no tráfego online.”

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Em tempo:

Apreciadores da boa música, vocês também estão cada dia mais felizes com o calendário de shows e festivais deste ano? O site RRAUL fez uma matéria ótima sobre os dilemas, as dificuldades e o que pode melhorar nos shows e festivais no Brasil, conforme vocês podem ler aqui.

Quem sou, para onde vou e de onde vim

Como você chegou até aqui? Achou por acaso? É um dos nossos?

Nós temos um link em que nos apresentamos, mas estamos em constante transformação – ainda bem – e achamos importante, neste momento, fazer um post autoral e nos reapresentarmos. Às vezes escrevemos no singular, às vezes falamos em coletivo, mas mais importante que isso é nossa busca pela troca de idéias sobre assuntos de interesse, inspiradores, pontos em comum. Talvez não tenhamos uma resposta pronta e definitiva para “quem eu sou”, mas certamente sabemos falar “SOBRE quem eu sou”.

Nossa velha infância tinha um ambiente a mais, o quintal. Lá, onde quer que fosse, era um espaço para reunir quem quisesse de falar sobre o que quisesse. Este blog é a virtualização deste espaço. Até então éramos colaboradores de várias empresas que tinham em comum a comunicação como ferramenta de trabalho e estilo de vida. Agora estamos criando um rosto, uma identidade, um DNA. A iniciativa é da Volponi Comunicação, agência que está com site novo no ar e quer compartilhar seu trabalho e achados de links de fotografia, moda, design, ilustração, web, publicidade e tendências de todo o universo comunicacional.

Além da nossa assinatura, temos também um alterego: a Kiki Bellini. A Kiki é nossa projeção, nossa representação virtual viva das idéias, pensamentos, filosofias, pessoas, intenções e crenças. A Kiki está no Facebook e quer te ter por lá também.

A Quintal também está no Twitter (@quintalrevista) e está disponível para ser compartilhada post a post nos rodapés. Nossa intenção é estar cada vez mais online e interativa, sempre buscando a simbiose, a troca entre pensamento alternativo máximo divergentes com os ataques do pensamento convergente intenso . Se for para resumir o que queremos passar, podemos dizer, simples assim: queremos sua companhia.

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Em tempo: dica incrível da exposição que está rolando em São Paulo das obras do Keith Haring.

Sobre os formatos interativos da mídia

Você que nos acompanha já deve ter percebido nosso interesse sobre as discussões novas mídias x velhas mídias e, adiantamos,  o repertório não para de crescer.

A Melinna Passi é um contato virtual das antigas que recentemente participou de um projeto curioso: contribuir para o blog de um livro, algo como uma extensão do livro e seus personagens para a web, seguindo um conceito de transmídia. O livro em si é um thriller policial (“Ladrão de Cadáveres”, com trecho disponível para download aqui) da escritora Patrícia Melo. No post em que explica o projeto, Mellina comenta com graça os comentários recebidos,  uma vez que o blog existia inicialmente sem anunciar que era sobre o livro. Essa idéia de continuar uma história, criar variáveis e permitir a interação é, vamos combinar, uma forma bacanérrima de se “ler” um livro.

Aqui tem um book trailer do mesmo:

Outra descoberta: o jornalista Marcelo Tas assina uma coluna da IstoÉ Independente que funciona quase como um jogo: Tas sugere um assunto que vai se desdobrando, com comentários do próprio e comentários alheios, que dão forma a coluna até ficar assim.

E agora? Concorda com a gente que essas discussões tem ensinado muita coisa boa e que a interação segue, definitivamente, uma curva ascendente?

Loucamente perecível

A internet tem essa coisa loucamente perecível de transformar um link de incrível a defasado em horas. Tentando não perder esse timing, o post de hoje traz um pequeno compilado das últimas grandes descobertas relativamente interessantes desta que voz digita.

Lost, por exemplo. Devo ser uma das poucas que não assistiu, mas é impossível passar imune ao final da série. Aqui tem alguns números sobre o último episódio. Você sabia que alguns anunciantes pagaram US$ 900 mil por 30 segundos do intervalo? E aí, esse número tá na média?

Se, diferente de mim, você acompanhou, gostou e se emocionou com a série, mas não teve todas as respostas para tanto mistério, seus problemas acabaram: este site – Choose your own lost answers – tem a solução.

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Sabe o filme “As Patricinhas de Beverly Hills”? Sabe a cena que ela escolhe a roupa pelo computador? Isso agora é possível para pobres mortais de São Paulo também! A loja Lucy in the Sky, numa idéia bacanérrima de otimizar o espaço, agora tem araras virtuais, conforme você pode conferir aqui.

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Nesse meio tempo entre se recuperar do feriado prolongado e se preparar para exercer o patriotismo com a copa do mundo, recebemos este link da melhor tabela para acompanhar os jogos. Que os marmanjos não me ouçam, mas achei o link bem mais interessante do que o álbum de figurinhas.

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Amenizando a superficialidade dos links acima, finalizamos com esta descoberta maravilhosa: trendwatching.com, site que estuda globalmente as tendências dos consumidores.

Internet e/ou política?

Se você digitar “Obama + campanha + internet”, achará uma série de links sobre o divisor de águas que foi a campanha do presidente americano Barack Obama via internet.

Pois bem, uma das minhas formas de acompanhar os presidenciáveis nesta eleição inclui segui-los via Twitter. Nesse sentido, devo reconhecer – e que fique claro que este não é meu posicionamento político – que José Serra SABE usar o Twitter. Não sei até onde isso tem a ver com a precedência, uma vez que ele tinha Twitter antes da Dilma ou da Marina Silva criarem seus perfis, mas José Serra se aproveita da ferramenta para se humanizar, falar de insônia, música e, obviamente, fazer sua propaganda política.

Já sabemos que no Brasil os artistas foram proibidos de fazer campanha política, mas recentemente tivemos dois exemplos que podem influenciar (sim!) a grande massa. A primeira já faz algum tempo: Mano Brown expressando sua opinião sobre José Serra:

A segunda foi o tweet do ator hollywoodiano Ashton Kutcher: “O que voce acha do Serra? My friend says he’s a good guy”. Vale considerar que 1) o ator é amigo recente do comediante Marco Luque, o que permite conexão rápida com o “my friend” e 2) é um dos, se não o mais, Twitters mais seguidos do mundo.

Há quem saiba tirar graça de coisa séria, vide as notas da revista Piauí de apoio do dispensa-apresentações Eike Batista aos nossos 03 presidenciáveis.

Há, ainda, a repercussão além-Brasil sobre política e redes sociais, como a polêmica deste vídeo entre israelenses e palestinos.

Dito tudo isto, pergunto: como você vê a relação entre política e internet? Seria política + internet? Ou política x internet? Com internet ou sem internet, será que ainda precisaremos considerar a máxima do Lima Barreto, de que o Brasil não tem povo, tem público?