fev
03
2012
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Palavra de ordem: inspiração

Alguns designers arranjaram um jeito charmoso e criativo de repassar suas dicas aos seus pupilos. No projeto “Advice to sink in slowly”, essas pessoas propagam mensagens de esperança combinadas com ilustrações gracinhas para estudantes do primeiro ano do curso. A dica veio do Bernardo, que resumiu bem: “os conselhos são para designers, mas 99% deles valem pra qualquer um. Ainda por cima, são bonitos.
Conselho é algo subjetivo, mas passá-lo de forma criativa, cria algo que dure. Nessa linha, vamos com menos textos e mais… conselhos:

advice to sink


Outra pessoa que trouxe uma dica para a Quintal foi a Soon. Ela compartilhou esse link de cartões românticos especialmente para os geeks que, novamente, valem mais contemplar do que explicar.

Se você tem dicas que valham a pena divulgar, envie para a gente também!

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Em tempo: há alguns meses apresentamos alguns sites de colecionáveis e, entre eles, o Pinterest. O site, agora, é alvo das lojas de ecommerce.

Written by Renata | Volponi in: Artes,Design,Ilustração |
jan
26
2012
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Depois do SOPA: a guerra pela internet livre

Na semana passada, no auge dos protestos contra o SOPA, alguns políticos já sentiam o tamanho da bronca e retiraram seus nomes do hall de apoiadores do projeto. Dois dias depois, podemos dizer que a internet venceu. Lamar Smith, seu principal apoiador, abandonou a causa alegando “falta de consenso maior”, de modo que o projeto foi arquivado (ou, em outras palavras, adiado indefinidamente).

Isso não quer dizer que as gravadoras se convenceram, nem que deixaram de chamar de ladrões todos os que realizam downloads. Sobre isso, vale conferir algumas aspas de Lamar aqui, aqui, aqui e aqui. Uma delas vale a pena destacar: “Está claro que precisamos rever nossa abordagem para chegar na melhor maneira de lidar com o problema de ladrões estrangeiros roubando e vendendo produtos e invenções americanos.

Nesse meio tempo, o FBI tirou do ar e prendeu os responsáveis pelo Megaupload, um dos maiores sites de compartilhamento do mundo. Circula a informação de que um dos fundadores do site foi condenado a 50 anos de prisão (enquanto que Miguel Carcãno, acusado de assassinato, estupro e ocultamento de cadáver foi condenado a 20, deixando a provocação: a vida vale menos do que direitos autorais?). Como conhecimento geral, vale saber mais sobre um deles, Kim Dotcom Schmitz, aqui.

Mas o grande nome desta guerra é outro: Anonymous. Os hackers se entitulam como defensores da internet livre e, em reação a atitude do FBI, acataram sites do governo dos EUA e liberou o download de músicas e filmes da Sony.

Os interessados podem acompanhar as atualizações dos hackers nos Twitters @youranonnews e @anonops. Apropriando-se de “V de Vingança” (onde um povo não deve temer seu governo e sim seu governo temer o seu povo), o grupo disponibiliza alguns vídeos explicativos e aos poucos estão invertendo a imagem de “errados” para “heróis”.

Que isso não é o fim da história, dá para deduzir. As atenções agora se voltam para outra sigla: ACTA – Anti-Counterfeit Trade Agreement. Também se trata de um projeto de lei anti-pirataria e, aparentemente, mais perigoso do que o SOPA. Mais europeu do que americano, mas ainda assim uma ameaça global, um dos diferenciais é que este projeto não é “aberto ao público”. Saiba mais aqui e no vídeo abaixo, em inglês.

Para por mais lenha na fogueira, vale ler os discursos do executivo da Sony Music sobre o crescimento do mercado digital de música (o Brasil, inclusive, ocupa posição de destaque) e do vice-presidente da MPAA – Associação Cinematográfica dos EUA, que é pontual: democratizar a cultura não é “nosso” interesse.

Nosso desejo permanece: que o assunto chame a atenção tanto quanto Luizas, “Ui…” e frases de impacto e não caia no esquecimento (afinal, a internet é, entre tantos títulos, uma avalanche de histerias curtas).

Written by Renata | Volponi in: Comunicação,Internet,Vídeo |
jan
18
2012
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Entendendo o SOPA –Stop Online Piracy Act

Nesta quarta-feira, pelo menos 10 mil sites, entre eles alguns de grande porte, ficaram fora do ar em protesto. Numa atitude inédita, a intenção era conscientizar os usuários sobre duas medidas em discussão no congresso americano que afetam diretamente o modo de funcionar e de compartilhar arquivos pela internet.

O Wikipedia, por exemplo, explicou (em tradução livre):

“Imagine um mundo sem conhecimento livre.

Por mais de uma década, gastamos milhões de horas construindo a maior enciclopédia da história da humanidade. O Congresso dos Estados Unidos está considerando uma lei que pode prejudicar fatalmente a internet livre e aberta. Por 24h, para conscientizar, estamos bloqueando o Wikipedia.”

Diferentes sites se disponibilizaram a explicar melhor todo o projeto. Trip, BrGag, YouPix, Trezentos e Globo são alguns deles. Uma explicação mais prática, em vídeo, você pode conferir abaixo:

Esse mecanismo de censura é similar ao usado na China, Síria e Irã e sob o pretexto de “perseguir a pirataria online”, pode proibir o mais inocente dos vídeos divulgados pela internet. Imagine que uma gravação caseira de uma criança cantando uma música famosa já pode se enquadrar como crime a propriedade intelectual.

Apesar do projeto de lei correr em solo americano, o prejuízo não se restringe ao país. Basta considerar que a maioria dos sites que você acessa diariamente, como Facebook, Twitter, Youtube e Google, são made in US, para citar alguns.

Pela lei, uma vez que um site for denunciado, não só ele como todos os sites relacionados a ele terão punições, que vão desde bloquear o acesso até bloquear a publicidade e congelar fundos / serviços de pagamento.

Já vimos algo parecido, mas longe de ser igual, anos atrás, com o Napster. Os defensores dessa lei são, em suma, das indústrias fonográfica e de cinema, que querem retomar as vendas que perderam.

Segundo reportagem do Globo, “recentemente, a Casa Branca teria pedido revisão dos projetos e alteração de algumas normas propostas pelos autores. Em mensagem publicada em seu blog no final de semana, o governo de Obama disse que não podia apoiar “um projeto de lei que reduz a liberdade de expressão, amplia os riscos de segurança na computação ou prejudica o dinamismo e a inovação da internet global“.

O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, também se manifestou a respeito e apresentou suas alternativas. Em publicação em seu perfil, Mark diz (em tradução livre) que:

“A internet é a ferramenta mais poderosa para criar um mundo mais aberto e conectado. Não podemos permitir que leis mal pensadas interfiram no desenvolvimento da internet. O Facebook se opõe ao SOPA e ao PIPA e continuará se opondo a qualquer lei que fira a internet.

O mundo hoje precisa de lideranças políticas que sejam pró-internet. Estamos trabalhando com muitas dessas pessoas por meses em busca de melhores alternativas a essas propostas atuais (…)”.

Ao que tudo indica, o blackout já começou a trazer resultados. Alguns políticos, até então defensores dessas leis, tiraram seus nomes dos projetos. O senador da Flórida, Marco Rubio, foi um deles.

Esperamos que você se interesse pelo assunto tanto quanto se interessou pela Luiza, que está no Canadá.

A lei será votada no dia 24 de janeiro.

Written by Renata | Volponi in: Comunicação,Internet |
jan
11
2012
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(Muitas) tendências 2012

Na semana passada compartilhamos a pesquisa que traz um panorama de quem acessa a internet, com que freqüência, de onde e o que fazem conectados. Hoje, trouxemos muito mais. Quatro, na verdade.

MOBILE YOUTH

Para começar, 100 tendências que definem a cultura mobile entre os jovens, segundo levantamento da Mobile Youth. A primeira parte, você visualiza abaixo. Para ter acesso aos demais, é preciso registrar-se no site para fazer o download completo. O material é todo em inglês.

ONIS

Outro levantamento, da Onis, aponta tendências de marketing digital. Além de confirmar o que várias outras pesquisas já disseram – de que o mobile está em alta – os destaques são 1) aumentar a qualidade de interação e engajamento e 2) investir em campanhas voltadas para geolocalização.

Sobre isso, vamos pensar: apresentar para um cliente um número relevante de “curtir” e “compartilhar” não basta. Além de ser necessário um referencial (afinal, um número pode ser considerado muito ou pouco dependendo do referencial e eis aqui um parâmetro que muitos esquecem na hora de mostrar resultados), é preciso também ver a qualidade da interação. Por exemplo, a página do cliente no Facebook publica um post do tipo “complete a frase”. A repercussão é enorme. Mas qual a qualidade das mesmas? Qual o próximo passo depois dessa primeira interação? Vamos combinar, conteúdo tem de sobra, conteúdo bom, não.

Se o mobile está em alta, a geolocalização vem quase que por tabela. Mais do que dar check-in em um lugar classudo e compartilhar dicas sobre atendimento e sugestões de melhores pratos, dá para usar essas ferramentas (de geolocalização) como estratégia. Vale a pena ver o exemplo da Tabasco.

TRENDWATCHING

Outro link bem legal, menos mobile e mais voltado para o consumo, é o briefing do Trendwatching. As 12 dicas você confere aqui, mas chamamos a atenção para algumas delas:

1) red carpet: cada vez mais o consumidor quer ser recebido em uma loja com regalias que os encham de atenção e respeito;

2) inversão dos descontos: se antes pechinchar era “cafona”, hoje é status;

3) use o cartão: programas de recompensas e ofertas especiais para quem não pagar em dinheiro;

4) screen culture: cada vez mais estamos diante de uma cultura de telas, e estas devem ser cada vez mais envolventes e interativas;

5) recommerce: pontos online de revenda, troca, políticas que dêem desconto para quem apresentar uma versão anterior do produto na compra de um novo.

JWT

Mobile, consumo e comportamento se correlacionam, certo? Então fiquem com mais um estudo, feito pela JWT, que apresenta tendências para 2012 que prometem impactar e influenciar mentes e comportamentos dos consumidores nos próximos meses. Em meio a nova conscientização da comida e questões casamenteiras, alguns pontos em comum com outras pesquisas já compartilhadas acima: a nova normalidade (“os profissionais de marketing vão encontrar novas oportunidades de criar ofertas mais reduzidas, tamanhos menores e e outras formas mais acessíveis de seus produtos e serviços”) e a interação com telas, tendência que abre fronteiras para a informação, engajamento e motivação dos consumidores.

Com tanta informação, já parou para imaginar o trabalho que existe por trás de cada ação que te salta os olhos? Consegue dizer onde as tendências anunciadas aqui estão presentes?

Written by Renata | Volponi in: Comunicação,Cultura,Internet,Tendências |
jan
04
2012
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A velha nova internet

Com o novo dia de um novo tempo que começou, vem também as novas perspectivas de comunicação e as grandes apostas para 2012. Pensando nisso, nosso primeiro post do ano quer compartilhar com você uma pesquisa que pode – e muito – ajudar nas estratégias e campanhas desse ano.

A F/Nazca, em parceria com a Datafolha, realiza, já alguns anos, o F/Radar, uma pesquisa que serve como um mapa mundi digital do país. O arquivo é bacanérrimo, vale o download e a leitura, mas tentamos resumir algumas dessas informações por aqui. Trata-se de uma pesquisa quantitativa, de abrangência nacional, feita com a população brasileira a partir de 12 anos, pertencentes a todas as classes sociais e o objetivo é saber quem acessa mais a internet, qual a frequência, no que navegam e qual a relação desses “navegantes” com as marcas.

Entre vários gráficos, a informação é:

- Quem mais acessa a internet é a classe AB, na região sudeste, tem entre 12-15 anos (16-24 e 25-34 vem na sequência);

- Quanto maior a renda e a escolaridade, maior é a freqüência de acesso;

- Lanhouses caíram, mas continuam sendo a principal forma de acesso nas classes CDE, entre jovens de 12 a 15 anos, no Nordeste e Norte do país;

- Acesso mobile cresceu e já responde pela segunda forma mais popular de acesso no país;

- 7 em cada 10 internautas móveis acessam a internet todos os dias (não necessariamente pelo dispositivo móvel);

- 8 em cada 10 que acessam em movimento o fazem por meio de planos pré-pagos;

- 3 em cada 10 que acessam em movimento já postaram conteúdo sobre alguma experiência no exato momento em que a vivenciaram (e, curiosidade, a prática é mais comum entre os mais ricos);

- 5 milhões de brasileiros já compraram usando a internet móvel (a prática é mais recorrente entre os maiores de 45 anos e mais escolarizados);

- 93% se conectam a redes sociais: Orkut e Facebook dominam, seguidos por MSN, Twitter, Skype e Foursquare;

- Internautas móveis são mais presentes nas redes sociais (óbvio, né?);

- Facebook é a rede social mais elitizada do Brasil.

- A faixa etária é quase a mesma nas diferentes redes: entre 16 e 24 anos. No Twitter, 67% tem entre 12 e 24 anos, ou seja, é a caçula;

- 26% dos internautas já citaram marcas nas redes sociais. A prática é mais recorrente entre 35 e 44 anos, na classe AB e entre os mais instruídos;

- 20% dos que freqüentam redes sociais seguem ou são fãs de marcas nesses ambientes;

- Usuários de Twitter e Facebook são mais propensos a tietagem virtual das marcas;

- Estima pela marca é o que mais conta na hora de seguí-la;

- Mudança de hábito: os usuários deixam de consumir pela TV, rádio e cinema para consumir pela internet, principalmente pelo Youtube. A justificativa para essa migração é o horário engessado da transmissão nessas mídias;

- Número de compradores online está estável há cerca de 16 meses, sendo que os mais velhos compram mais e eletrônicos é o primeiro item de compra.


Bastante coisa, não? Tudo isso, além de confirmar um pouco o nosso feeling, traz boas conclusões: 1) o acesso móvel não se trata mais de um nicho, e sim de uma realidade; 2) estamos falando de um hábito adquirido (não basta estar disponível e acessível); 3) o celular é pessoal, mas é usado para compartilhar; e 4) essa nova realidade irá impactar todos os segmentos.

O discurso é o mesmo do que alguns especialistas já vem anunciando há algum tempo. O presidente do Cannes Lions, por exemplo, disse nessa matéria que “o digital é básico. Não adianta dizer que é a tendência porque já foi incorporado. Não existe mais campanha que não o inclua. É preciso dar um salto à frente”. E, se considerarmos que 88% da chamada nova classe média já tem acesso a internet em casa, segundo uma pesquisa da Abril, tudo faz muito sentido.

Enquanto a gente absorve todos esses dados, também já vamos cozinhando o próximo post. Traremos outras apostas para 2012, não só com tendências de marketing digital, mas também com tendências globais de comunicação e consumo. Mas não vale esquecer do componente humano disso tudo! Como já dizia Steve Jobs, “a tecnologia por si só não é suficiente. Tecnologia casada com as humanidades é que produz o resultado“.

Written by Renata | Volponi in: Comunicação,Internet,Tendências |

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