Com o novo dia de um novo tempo que começou, vem também as novas perspectivas de comunicação e as grandes apostas para 2012. Pensando nisso, nosso primeiro post do ano quer compartilhar com você uma pesquisa que pode – e muito – ajudar nas estratégias e campanhas desse ano.
A F/Nazca, em parceria com a Datafolha, realiza, já alguns anos, o F/Radar, uma pesquisa que serve como um mapa mundi digital do país. O arquivo é bacanérrimo, vale o download e a leitura, mas tentamos resumir algumas dessas informações por aqui. Trata-se de uma pesquisa quantitativa, de abrangência nacional, feita com a população brasileira a partir de 12 anos, pertencentes a todas as classes sociais e o objetivo é saber quem acessa mais a internet, qual a frequência, no que navegam e qual a relação desses “navegantes” com as marcas.
Entre vários gráficos, a informação é:
- Quem mais acessa a internet é a classe AB, na região sudeste, tem entre 12-15 anos (16-24 e 25-34 vem na sequência);
- Quanto maior a renda e a escolaridade, maior é a freqüência de acesso;
- Lanhouses caíram, mas continuam sendo a principal forma de acesso nas classes CDE, entre jovens de 12 a 15 anos, no Nordeste e Norte do país;
- Acesso mobile cresceu e já responde pela segunda forma mais popular de acesso no país;
- 7 em cada 10 internautas móveis acessam a internet todos os dias (não necessariamente pelo dispositivo móvel);
- 8 em cada 10 que acessam em movimento o fazem por meio de planos pré-pagos;
- 3 em cada 10 que acessam em movimento já postaram conteúdo sobre alguma experiência no exato momento em que a vivenciaram (e, curiosidade, a prática é mais comum entre os mais ricos);
- 5 milhões de brasileiros já compraram usando a internet móvel (a prática é mais recorrente entre os maiores de 45 anos e mais escolarizados);
- 93% se conectam a redes sociais: Orkut e Facebook dominam, seguidos por MSN, Twitter, Skype e Foursquare;
- Internautas móveis são mais presentes nas redes sociais (óbvio, né?);
- Facebook é a rede social mais elitizada do Brasil.
- A faixa etária é quase a mesma nas diferentes redes: entre 16 e 24 anos. No Twitter, 67% tem entre 12 e 24 anos, ou seja, é a caçula;
- 26% dos internautas já citaram marcas nas redes sociais. A prática é mais recorrente entre 35 e 44 anos, na classe AB e entre os mais instruídos;
- 20% dos que freqüentam redes sociais seguem ou são fãs de marcas nesses ambientes;
- Usuários de Twitter e Facebook são mais propensos a tietagem virtual das marcas;
- Estima pela marca é o que mais conta na hora de seguí-la;
- Mudança de hábito: os usuários deixam de consumir pela TV, rádio e cinema para consumir pela internet, principalmente pelo Youtube. A justificativa para essa migração é o horário engessado da transmissão nessas mídias;
- Número de compradores online está estável há cerca de 16 meses, sendo que os mais velhos compram mais e eletrônicos é o primeiro item de compra.

Bastante coisa, não? Tudo isso, além de confirmar um pouco o nosso feeling, traz boas conclusões: 1) o acesso móvel não se trata mais de um nicho, e sim de uma realidade; 2) estamos falando de um hábito adquirido (não basta estar disponível e acessível); 3) o celular é pessoal, mas é usado para compartilhar; e 4) essa nova realidade irá impactar todos os segmentos.
O discurso é o mesmo do que alguns especialistas já vem anunciando há algum tempo. O presidente do Cannes Lions, por exemplo, disse nessa matéria que “o digital é básico. Não adianta dizer que é a tendência porque já foi incorporado. Não existe mais campanha que não o inclua. É preciso dar um salto à frente”. E, se considerarmos que 88% da chamada nova classe média já tem acesso a internet em casa, segundo uma pesquisa da Abril, tudo faz muito sentido.
Enquanto a gente absorve todos esses dados, também já vamos cozinhando o próximo post. Traremos outras apostas para 2012, não só com tendências de marketing digital, mas também com tendências globais de comunicação e consumo. Mas não vale esquecer do componente humano disso tudo! Como já dizia Steve Jobs, “a tecnologia por si só não é suficiente. Tecnologia casada com as humanidades é que produz o resultado“.