Politicagem na Internet

A Corretora Souza Barros está lançando a BOVAP, Bolsa de Valores Políticos, projeto experimental que “pretende ampliar o conhecimento das pessoas em dois ambientes: o financeiro e o político”, nas palavras do presidente da organização, Carlos Souza Barros.
O vídeo abaixo ilustra bem a idéia, que surge com grande potencial em ano de eleições:

Outro projeto bacaníssimo e engajado é o “Webcitizen, aproximando cidadãos”, que explica no próprio cabeçalho o seu propósito: a Webcitizen é uma empresa inovadora que propõe estimular o engajamento cívico e aproximar os cidadãos entre si, e com os seus governos. Através da análise da atual e futura arenas virtuais, da organização e otimização do design da informação e do compartilhamento de conhecimento, nós podemos criar uma ponte entre o mundo físico e o virtual, e auxiliar instituições governamentais e não-governamentais a compreender as verdadeiras necessidades dos seus cidadãos e consumidores. A WebCitizen tem como foco o emprego de tecnologias digitais para a criação de canais de participação, trazendo mais abertura, transparência e democracia para a administração pública, promovendo um diálogo público colaborativo, um senso de comunidade acessível e significativo, e em uma última análise, ajudando a criar um mundo melhor.

Um dos vídeos que sugerimos é o de Guti Fraga, um dos fundadores do grupo Nós do Morro que leva a arte e a inclusão para moradores de favela do Rio de Janeiro:

O “TheGreenFinger”, por sua vez, permite que usuários mapeiem com o auxílio do Google Maps o que está sendo feito contra o meio-ambiente. Apesar do mapa mundi, os pontos estão cravados exclusivamente no Brasil, provavelmente devido à sua origem.

Mas, mostrando que na internet há espaço para todos, em meio a projetos e ativismos como os citados acima, tem também o Manifesto Gandhia, corrente que circula via email propondo um ato público em defesa da legalização da maconha no qual se fumem… orégano.

Difusão e gravidade?

Sem título ID 1284

Sem título ID 1284

A apropriação de fenômenos da natureza como difusão e gravidade pode ser relevante no pensamento das subjetividades…

Estive em uma exposição esta semana que me fez pensar um pouco sobre questões da pintura…

A Exposição em questão está na Galeria Nara Roesler e é do artista Manoel Veiga.

Manoel apresenta uma produção de pintura que se aproxima das “aguadas”, onde os pigmentos se desdobram sem controle, ao sabor dos solventes.

Algo como se uma superfície impregnada de uma matéria pudesse ser transformada pela força de outra mais ativa.

Suas telas nos colocam como observadores de uma “beleza” que surge de processos caóticos, das relações de forças entre os “solventes”, agentes da transformação, e matéria “pigmento”, substancia depositada e arrastada sobre o suporte.

Bem, isto é o que parece e o que aponta após leitura da apresentação do artista de formação técnica na área de engenharia, no material da exposição. Manoel explica que seu trabalho está relacionado com métodos de aplicação de solvente que separam e sedimentam de forma diferenciada os pigmentos pelo peso, entre outras coisas.

Mas o resultado deste processo me pareceu intrigante sobre outro aspecto, não tão técnico.

A superfície das pinturas de Manoel possuem uma característica alinhada às técnicas acrílicas, com áreas de cobertura chapadas, diferentes das superfícies dos processos de tingimentos, que possuem características transparentes, evanescentes e com sobreposições de tons secundários.

Esta observação técnica na pintura de Manoel acabou me mostrando uma surpreendente questão ligada às expectativas do que entendemos por pintura.

É como se eu não pudesse imaginar tal efeito a partir de tal técnica e ficasse com a sensação de que estou sendo enganado na construção da pintura observada…

Esta relação simples entre expectativa e resultado me fez refletir muito profundamente sobre pintura, seus limites e suas potências…

Pensamos em pinturas que reproduzem fielmente uma imagem vista, pintura que no plano bidimensional tentam representar um fato multidimensional, pintura que tenta dar conta do imaginário, do semântico, do metafórico, pintura que tenta elevar o campo de percepção de certas imagens reproduzidas em pinceladas precisas, pinturas, pinturas, pinturas…

No trabalho de Manoel, a superfície não transparente, embora apresente um traçado de pigmentos que se deslocam caoticamente, um agente externo, parece que quer nos sugerir uma construção feita a pinceladas.

É como se Manoel tivesse simulado com um exemplar controle da mão humana o que o solvente “água” faz casualmente com as forças e normas da natureza.

Aí ficamos ali nos perguntando qual foi a mágica humana usada para simulações e o quanto damos importância a forma como as coisas são construídas para entendermos aquilo que nos fascina.

Exposição

MVHD

Artista

Manoel Veiga

Onde

Nara Roesler

Av. Europa, 655 – Jardim Europa – Oeste. Telefone: 3063-234

Quando

Segunda a sexta: 10h às 19h.

Sábado: 11h às 5h.

Será que podemos prever o nosso futuro?

Deixando de lado 2012 e pensando mais à frente, como será que o mercado publicitário se comportará daqui há 5 anos? As agências de publicidade ainda manterão suas estruturas atuais?

Não precisamos pensar muito já que mudanças estão ocorrendo atualmente. Em uma matéria publicada no Advertising Age, Al DiGuido, CEO da Zeta Interactive, aponta três possibilidades para o futuro modelo de agência.

De acordo com ele, dizer que o mundo da publicidade está em fluxo é pouco. Podemos chamar esta nova realidade de mudança de paradigma e ela está deixando anunciantes e agências com a cabeça cheia, imaginando o futuro do mercado.

Shops digitais estão assumindo como agências de publicidade de grandes marcas, enquanto agências que trabalham com mídia, tecnologias analógicas e estruturas organizacionais de confinamento tentam manter seu lugar.

Ao mesmo tempo, as shops digitais percebem suas limitações, no ponto em que o anunciante busca mais do que apenas soluções tecnológicas. Eles ainda querem algo grande, idéias criativas que podem ser aplicadas a uma ampla gama de canais.

Para Al DiGuido suas apostas são agências enxutas, com novos cargos e fees menores para mídia e produção. Além de margens de lucro mais apertadas, o modelo de agência terá no máximo 100 pessoas. Na era do imediatismo, ser pequeno será uma vantagem de mercado, possibilitando às equipes agir de maneira mais rápida e serem mais flexíveis, além de trabalhar de maneira mais colaborativa.

Além do tamanho menor, as agências terão mudanças na composição do poder e nas prioridades. Diretores de criação serão suplantados por experts no mundo da nova mídia. De especialistas em estratégias e canais à execução e análise da campanha.

Os nomes de cargos de hoje não serão os mesmos. Teremos o especialista em convergência ou Diretor de Coreografia, que poderá orquestrar a estratégia de experiência do consumidor pelos diversos canais e mídias.

Análise no lugar de sala de troféus. As premiadas e laureadas agências investem agora muito tempo e dinheiro em lobbies para ganhar premiações, mas eles serão menos importantes para agências e clientes.

Resultados e ROI’s serão a única medida de sucesso. Comandará aquele que controlar os dados, entendê-los e analisá-los. Os dados dominarão todas as atividades das agências – mensagens em tempo real, resultados em tempo real.

Chegará o dia em que os planejadores não poderão trabalhar sem entender as métricas do sucesso. Os times de criação não trabalharão sem entender a relação entre execução, engajamento e retorno. Na agência do futuro, a análise de dados comandará a estratégia e não o contrário.

A tecnologia não terá mais um papel tangencial. Tecnologias terceirizadas, de serviços de e-mail e plataformas de marketing de buscas até redes sociais e soluções mobile não serão o suficiente.

Independente de a agência ser uma shop de criação, mídia, marketing direto ou interatividade, a relação de ser dono ao invés de “alugar” as tecnologias assegurará receitas e estabilizará os lucros.

A alternativa, uma parceria com fornecedores diluirá as margens de lucro.  Sem contar que será absolutamente necessário sob o ponto de vista da experiência do consumidor. A tecnologia proprietária será um grande diferencial e as agências que tiverem os melhores desenvolvedores serão as novas líderes. Essas são as previsões apontadas por Al DiGuido.

A única certeza que eu tenho é que daqui 5 anos será 2015. Enquanto isso, nós vamos continuar trabalhando e ficar atentos as mudanças de mercado. O termo, as estruturas e a forma podem mudar, mas sempre um produto ou serviço precisará de uma comunicação eficiente e inovadora.

Menos é mais

Dizer que a internet é um monstro é elogio. Vivemos de excessos e da urgência do tudo ao mesmo tempo agora. Um dia é suficiente para uma avalanche de informações via email, twitter, feeds e outras ferramentas que permitem selecionar o conteúdo de seu interesse sem muitos clicks.

Para ilustrar o tamanho da coisa, vejam esse vídeo desenvolvido por Jesse Thomas e publicado no site Comunicadores, um dos muitos que mostra os números da internet:

Considerando que a velocidade da informação é cada vez maior, que o mundo está cada vez mais “em tempo real” e que as novas gerações já nascem conectadas, como marcar seu território? Como chamar atenção?

É cientificamente comprovado que a urgência do agora gera mudanças nas ondas cerebrais (mudanças essas que a geração Y já tem desde o berço) refletindo, justamente, a dificuldade de “prestar atenção” ao texto longo ou à apresentação extensa, o que, em outras palavras, significa uma ordem em ser sucinto.

Não existe um julgamento absoluto de bom ou ruim para essa tendência; existe, sim, a ordem de que se explore, junto ao poder de síntese, a questão gráfica, o impacto visual. Podemos dizer que, hoje, vale a máxima do “menos é mais”.

Mas como tudo na vida tem um lado A e um lado B, cabe colocar aqui também a frase de José Saramago, que quando questionado sobre o twitter, disse que “os tais 140 caracteres refletem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido”.

Consumo responsável – O que eu tenho haver com isso?

Mais do que expor um ponto de vista, eu gostaria de deixar espaço para que todos possam refletir, dar sua opinião e, se quiser, colocar em prática esta nova tendência.
De acordo com a Wikipédia (fiquem à vontade para pesquisar mais), Consumo responsável significa adquirir produtos eticamente corretos, ou seja, cuja elaboração não envolva a exploração de seres humanos, animais e não provoque danos ao meio ambiente.
Muito utilizada na Alemanha, a idéia é, por exemplo, reduzir o consumo de combustível, através da prática de dar carona. Em um estudo do Ministério de Transportes da Alemanha se estima que por volta de 2 milhões de motoristas poderiam dar carona aos seus colegas de trabalho diminuindo o consumo petróleo e a emissão de poluentes.
Segundo a Abrava (Departamento Nacional de Aquecimento e Associação Brasileira de Refrigeração, Ar condicionado, Ventilação e Aquecimento) cada metro quadrado de coletor solar evita a inundação de 56 metros de áreas férteis. A utilização de equipamento com menor taxa de consumo, têm também o mesmo efeito.
O catálogo de presente de Oxfam (OxfamUnwrapped.com) é um exemplo de presentes engraçados e incomuns de sucesso que estabeleceram uma grande comercialização alternativa. Cerca de 700.000 presentes foram vendidos como redes de pesca, toaletes, água safe, treinamento para ensino, preservativos, cabras e burros. Isso foi capaz de levantar milhões de libras para ajudar a terminar com a pobreza e o sofrimento em volta do mundo. As compras vão diretamente para os que mais necessitam e são uma modo palpável e responsável de doar para caridade. Outros catálogos de presentes alternativos são o Christian Aid (Auxilio Cristão) e World Vision (Visão do mundo).
No site da WWF Brasil (http://www.wwf.org.br/participe/acao/dicas/?8362), você encontrará dicas como essas:
Consuma alimentos da estação e dê preferência aos orgânicos, que não utilizam agrotóxicos. Assim você cuida da sua saúde e do meio ambiente.
Evite pegar sacolas plásticas desnecessariamente. Carregue uma sacola ou uma mochila com você quando for fazer compras.
Dê preferência a produtos com pouca embalagem ou embalagem econômica que geram menos lixo.
Procure comprar produtos fabricados perto de onde são vendidos. Desta maneira, os produtos não precisam ser transportados por longas distâncias e, consequentemente, não há emissões de gases causadores do aquecimento global.
Procure melhorar seu computador ao invés de comprar um novo. Anualmente, mais de 20 milhões de toneladas de lixo eletrônico são descartados sem reciclagem.
Nós estamos em um momento em que o nosso País caminha para um desenvolvimento maior e melhor. Consumir com responsabilidade não tem haver apenas com questões ecológicas, mas também sociais. Com a nossa economia estabilizada o acesso ao crédito está mais facilitado, mas os custos ainda estão entre os maiores do mundo.
O Consumo Responsável tem haver também com o nosso nível de informação sobre o que estamos comprando e se realmente será útil para nós. Um bom exemplo é que estamos entre os maiores usuários de celulares no mundo e, de acordo com reportagem da Folha de São Paulo, temos a segunda maior tarifa, perdendo apenas para a África do Sul. Bater um papo no celular pode ser mais caro que um happy hour.
A compra por impulso está perdendo espaço e quem não se adequar aos novos tempos será considerado irresponsável. Ter mais do que necessita não será considerado luxo, mas um crime contra a natureza, a sociedade e a nossa consciência. Mais um desafio que temos pela frente para a nossa vida “moderna”.

Mais do que expor um ponto de vista, eu gostaria de deixar espaço para que todos possam refletir, dar sua opinião e, se quiser, colocar em prática esta nova tendência.

De acordo com a Wikipédia (fiquem à vontade para pesquisar mais), Consumo responsável significa adquirir produtos eticamente corretos, ou seja, cuja elaboração não envolva a exploração de seres humanos, animais e não provoque danos ao meio ambiente.

Muito utilizada na Alemanha, a idéia é, por exemplo, reduzir o consumo de combustível, através da prática de dar carona. Em um estudo do Ministério de Transportes da Alemanha se estima que por volta de 2 milhões de motoristas poderiam dar carona aos seus colegas de trabalho diminuindo o consumo petróleo e a emissão de poluentes.

Segundo a Abrava (Departamento Nacional de Aquecimento e Associação Brasileira de Refrigeração, Ar condicionado, Ventilação e Aquecimento) cada metro quadrado de coletor solar evita a inundação de 56 metros de áreas férteis. A utilização de equipamento com menor taxa de consumo, têm também o mesmo efeito.

O catálogo de presente de Oxfam (OxfamUnwrapped.com) é um exemplo de presentes engraçados e incomuns de sucesso que estabeleceram uma grande comercialização alternativa. Cerca de 700.000 presentes foram vendidos como redes de pesca, toaletes, água safe, treinamento para ensino, preservativos, cabras e burros. Isso foi capaz de levantar milhões de libras para ajudar a terminar com a pobreza e o sofrimento em volta do mundo. As compras vão diretamente para os que mais necessitam e são uma modo palpável e responsável de doar para caridade. Outros catálogos de presentes alternativos são o Christian Aid (Auxilio Cristão) e World Vision (Visão do mundo).

Imagem-quintal

No site da WWF Brasil (http://www.wwf.org.br/participe/acao/dicas/?8362), você encontrará dicas como essas:

Consuma alimentos da estação e dê preferência aos orgânicos, que não utilizam agrotóxicos. Assim você cuida da sua saúde e do meio ambiente.

Evite pegar sacolas plásticas desnecessariamente. Carregue uma sacola ou uma mochila com você quando for fazer compras.

Dê preferência a produtos com pouca embalagem ou embalagem econômica que geram menos lixo.

Procure comprar produtos fabricados perto de onde são vendidos. Desta maneira, os produtos não precisam ser transportados por longas distâncias e, consequentemente, não há emissões de gases causadores do aquecimento global.

Procure melhorar seu computador ao invés de comprar um novo. Anualmente, mais de 20 milhões de toneladas de lixo eletrônico são descartados sem reciclagem.

Nós estamos em um momento em que o nosso País caminha para um desenvolvimento maior e melhor. Consumir com responsabilidade não tem haver apenas com questões ecológicas, mas também sociais. Com a nossa economia estabilizada o acesso ao crédito está mais facilitado, mas os custos ainda estão entre os maiores do mundo.

O Consumo Responsável tem haver também com o nosso nível de informação sobre o que estamos comprando e se realmente será útil para nós. Um bom exemplo é que estamos entre os maiores usuários de celulares no mundo e, de acordo com reportagem da Folha de São Paulo, temos a segunda maior tarifa, perdendo apenas para a África do Sul. Bater um papo no celular pode ser mais caro que um happy hour.

A compra por impulso está perdendo espaço e quem não se adequar aos novos tempos será considerado irresponsável. Ter mais do que necessita não será considerado luxo, mas um crime contra a natureza, a sociedade e a nossa consciência. Mais um desafio que temos pela frente para a nossa vida “moderna”.