mar
09
2012
0

Jornalismo Aberto

Mais de uma vez as notícias vieram primeiro do Twitter para depois se reproduzirem na televisão. Também mais de uma vez, jornalistas se viram em saias justas por divulgarem uma notícia mentirosa (a suposta morte do promoter Amir Khaden talvez seja uma das primeiras lembranças, até por causa da quantidade de piadas que surgiram com o falso fato), na pressa de acompanhar o ritmo da informação e na falha em não apurar.

Esses são apenas dois dos sintomas do novo fluxo de informação, onde todos são agentes ativos, que participam, opinam e reagem. O jornal britânico “The Guardian” estreou recentemente um vídeo que é um dos maiores exemplos do que acontece com a comunicação hoje.

Intitulado de “Os 3 porquinhos”, o vídeo tem um segundo nome: “The whole picture”. Nele, a história dos três porquinhos é contada completamente diferente da forma como sua avó contava. À começar pela primeira manchete, que coloca o lobo mau como vítima, e as suas diferentes reviravoltas que sempre tem participação intensa do público com novas informações que mudam totalmente o rumo da história e dialogam com a nossa realidade, seja nos protestos, seja nas questões de hipoteca (da casa dos três porquinhos). O vídeo:

Longe de colocar uma auréola ou um tridente no jornalista, nesse vídeo e no posicionamento do jornal há um conceito: o open journalism, que traz o público para dentro do processo. Isso se vê, na prática, em um canal do site, que conta com a interação do público, e também na abertura que ele se dá de citar abertamente outros veículos.

Há, nessa revolução de fluxos, não mais de cima pra baixo, muitas outras discussões. Um exemplo brazuca talvez seja o peso midiático que é colocado em alguns casos jurídicos. O que dizer da menina Isabela ou da condenação do Lindenberg sobre a morte da Eloá? E o que dizer do peso de uma boa educação para se ter uma sociedade ativa, engajada e não ignorante? Seria a eleição do Tiririca uma manifestação ingênua de uma população que já não entende o que é política?

Para embalar o debate sobre meio, mensagem, massa, multidão e inconsciente coletivo e para te fazer pensar duas vezes antes de ler um texto e tê-lo como sua opinião, deixamos uma frase do Arnaldo Antunes: o que é a verdade senão uma versão de um fato?

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Em tempo: o ECAD tem sido um dos assuntos mais comentados, desde sua decisão de cobrar blogs que compartilhem vídeos do Youtube. Vale a pena se interar sobre o assunto e, para começar, sugerimos este link.

Written by Renata | Volponi in: Comunicação,Internet,Vídeo |
mar
02
2012
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P de Pinterest

Nós comentamos do Pinterest no post dos colecionáveis e também no rodapé daqui, mas a rede está cada vez maior e em evidência e merece um post só seu.

A proposta é bem simples: organizar e compartilhar o que você gosta, visualmente. No começo do ano, o Pinterest alcançou a marca de 11 milhões de visitantes únicos e esse número significa que, para muitas marcas, esta é uma ferramenta melhor do que Twitter ou Google+ (que ainda engatilha: usuários passam cerca de 3,3 minutos por mês lá enquanto a média no Facebook é de 7,5 horas). Esse crescimento é surpreendente, mesmo se comparado a outras redes.

Pensando nisso, apresentamos este ebook, que ensina como usá-lo para negócios. O material explica desde como criar uma conta e aumentar o número de seguidores até como empresas de B2B e B2C o utilizam para liderar vendas, com exemplos da vida real. A intenção é elevar a plataforma como uma ferramenta de marketing.

A variedade de abordagens é grande também. A agência alemã Grey, por exemplo, usou a ferramenta para seu recrutamento e seleção. Num outro segmento, o Whole Foods, um mezzo mercado, mezzo restaurante de comidas orgânicas (e referência top em alimentação saudável pelo mundo) é citado pelo próprio fundador da ferramenta como um user referência. A rede  foi uma das primeiras a aderir e investe em imagens que reflitam sua essência,  vendendo não só um produto, mas um lifestyle e criando conexão emocional.

E, como nada vem do nada ou, digamos, nada se cria, tudo se copia, outras redes se inspiraram nele: o Manteresting se apresenta como a versão macho do Pinterest, com mais fotos de mulheres, carros e gadgets tecnológicos e o Pinspire, sua versão .br.

Qual sua aposta? Estamos falando de uma rede que veio para ficar ou mais uma tendência momentânea? Você está pronto para mais este feed?

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Em tempo: na tarde de quarta-feira, o Facebook realizou sua primeira conferência de marketing, com transmissão simultânea para quem quisesse assistir, sobre o formato “linha do tempo” que, a partir do dia 30 de março, fica obrigatório para todos os perfis e páginas. A Coca Cola foi uma das primeiras a adotar. Este link traz dicas de como se preparar para esse novo formato.

Written by Renata | Volponi in: Design,Ilustração,Internet |
fev
24
2012
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Social Media Week São Paulo #smwsp

Na última vez que estivemos aqui, e isso foi antes do Carnaval, falamos da Campus Party e adiantamos que já estava rolando um outro evento de renome para todos os envolvidos com internet: o Social Media Week.

E assim foi. De 13 a 17 de março aconteceu mais uma edição no MIS – Museu da Imagem e  Som. Isso na edição brazuca, já que o evento acontece simultaneamente em outros 12 países, em grandes centros como Londres, Nova York e Paris, para citar alguns.

A proposta, segundo o site oficial, é “refletir sobre como as mídias sociais estão impactando e mudando governos, corporações e a sociedade como conhecemos”.

Divididos em quatro espaços que envolviam workshops, conversações, keynotes, dados e idéias, qualquer pessoa poderia acompanhar, ainda que não estivesse presente, com o streaming (que caiu por um tempo, mas depois voltou ao normal e, para os que quiserem assistir depois, terão acesso aos vídeos).

O evento contava também com um aplicativo oficial. Em um dos dias, como já é tradição, o evento sai do MIS e se espalha por diferentes agências da cidade, conforme você pode conferir nesse mapa do Foursquare.

Aqui é possível conhecer alguns dos projetos apresentados durante o evento, coordenados pelo Catraca Livre. Os mais legais são o Caronetas e o portal de trocas DescolaAi. Mas se você quer um resumão, o próprio evento disponibilizou, sob a responsabilidade da curadora Bia Granja.

Menos alvo das piadas, como é o caso do Campus Party, o Social Media Week foi muito elogiado e diversas pessoas comentaram da maturidade entre a versão anterior e esta.

No calendário, vem mais por aí. Em julho acontece a décima edição do YouPix, um festival que começou despretenciosamente e já alcançou São Francisco, na Califórnia. Essa edição será no Auditório do Ibirapuera, com três vezes mais espaço e promessas de atrações nacionais e internacionais.

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Em tempo: enquanto todos voltam os olhos para o Pinterest, tem uma outra rede social que caiu na nossa graça, o Skoob. Nele, você compartilha o que leu, está lendo, o que desistiu de ler, publica suas resenhas e pode participar de grupos de discussão conforme o artista ou gênero literário de sua preferência. Além da navegação fácil, a rede serve de amparo antes de qualquer leitura.


Written by Renata | Volponi in: Comunicação,Internet |
fev
15
2012
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Campus Party 2012 #cpbr5

Encerramento CPBR5

Hoje em dia, nerd é geek e isso não é bullying, é adjetivo. Acabou no último sábado mais uma edição da Campus Party, evento de tecnologia e cultura de internet que já está em sua quinta edição brasileira (o evento surgiu na Espanha em 1997) e cada vez maior.

Maior mesmo: durante dias, 7000 “campuseiros” acamparam no Anhembi Parque, numa área de 64 mil m2, com apoio do governo e da prefeitura de São Paulo, patrocínios da Telefônica e da Vivo e cobertura em diversas mídias, inclusive, da Xuxa!

Voltado para os nerds, mas não só para eles, a Campus Party é dividida em zonas – de inovação, criatividade, ciência e entretenimento digital. Entre palestras, oficinas, debates (e alguns casos de furto) era possível trabalhar o networking e conhecer desde fundadores de games, empreendedores até especialistas de tecnologia educacional. Um dos destaques foi o menino Sebastián Alegría Klocker, de 14 anos, responsável por um sistema caseiro de alerta de terremotos que envia uma mensagem de Twitter segundos antes dos tremores serem percebidos pelas pessoas.

A cobertura, óbvio, foi enorme e multimídia. No canal do evento é possível assistir a todas as palestras. Aqui, é possível conferir um mapa 360º do espaço e aqui conhecer outros destaques dessa edição. Além desses, o blog oficial fez vários posts sobre cada atração e a busca pela hashtag #cpbr5 traz uma infinidade de comentários – dos locais e dos que tiravam sarro.

O YouPix foi responsável por um dos espaços mais comentados, o Cubo de Conteúdo. Neste link é possível conferir um compacto com fotos, vídeos, tweets e as diferentes repercussões das diferentes redes sociais. Foi lá que rolavam as conversas mais descontraídas, sobre humor e relacionamento, inclusive.

Outro highlight foi o stand das revistas TRIP e TPM, que promoveu debates sobre conteúdo (quem é o dono do que está na rede?) e ativismo de internet (adianta xingar no Twitter?).

 

Área Expo

Desmontagem

Homer campuseiro

E não para por aí. Ainda que a quantidade de informações para absorver seja enorme, nessa semana já começou outro evento na mesma pegada (mas sem acampamento): O Social Media Week São Paulo.

Written by Renata | Volponi in: Comunicação,Internet |
fev
08
2012
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Really f* smart

No comecinho de janeiro, compartilhamos algumas tendências para 2012 (aqui e aqui). Nos diferentes estudos apresentados, um ponto de intersecção era o uso crescente e promissor dos smartphones e do acesso mobile (aliás, sabia que a venda de smartphones superou a venda de computadores nos últimos tempos?). Até aí, tudo bem, point taken.

Agora pense no uso que você faz da internet e no processo quase automático de ir ao Google e DIGITAR algo. Isso, em algum tempo, será passado. Uma das grandes promessas “do futuro” é a busca visual. Menos texto, mais imagens. De qualquer lugar e do objeto que estiver bem na sua frente.

A tendência, chamada de POINT-KNOW-BUY (APONTE-SAIBA-COMPRE) se resume em apontar o celular para um objeto, permitir que ele “leia” a imagem e traga respostas sobre o que é, de onde vem, onde encontrar, como funciona e quanto custa.

São vários, vários exemplos. Existem aplicativos que reconhecem o tipo de árvore que está na sua frente, fazem traduções de placas inglês-espanhol-francês, descobrem sobre estrelas e constelações, identifica músicas a partir de trechos, sugere receitas a partir de um ingrediente ou rótulo, descreve objetos para cegos (como cor, valor da nota e medição de temperatura), para citar alguns. Um dos mais interessantes é “Where to get it”, que ajuda a identificar a marca e onde encontrar determinada roupa. Outro bem legal é o Aurasma, que substituiu o velho e burocrático manual da televisão por uma explicação em vídeo a partir de uma imagem.

O Google já está nessa com Google Goggles e a crítica é positiva. O Bing também.

Futuramente, além da busca visual integrada ao nosso dia-a-dia, os produtos terão um botão “comprar”, o que é uma ótima sacada para marcas – e também para conhecer a opinião de outros consumidores.

A busca visual é surpreendente, promissora, mas emergente. Para se tornar algo tão “parte de nós” como a busca de texto, há que se considerar alguns pontos: 1) é uma tecnologia ainda em desenvolvimento; 2) será uma prática comum quando não depender de códigos, mas sim permitir que todo e qualquer produto e/ou objeto seja “scaneado”; 3) seja um software integrado ao smartphone e não um aplicativo a ser baixado e 4) o reconhecimento funcionar em qualquer condição ambiente, ainda que seja um ângulo difícil ou uma luz baixa, por exemplo.

Imaginar essa realidade é animador e vai de encontro ao que muitos falam – de que a tecnologia caminha para cada vez menos texto e mais imagens. Para inspirar ainda mais, vale conferir os vídeos “A Day Made of Glass”, que mostram o dia-a-dia bem diferente de como o conhecemos e vivemos hoje.

Written by Renata | Volponi in: Comunicação,Cultura,Internet,Tendências |

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