Jornalismo Aberto
Mais de uma vez as notícias vieram primeiro do Twitter para depois se reproduzirem na televisão. Também mais de uma vez, jornalistas se viram em saias justas por divulgarem uma notícia mentirosa (a suposta morte do promoter Amir Khaden talvez seja uma das primeiras lembranças, até por causa da quantidade de piadas que surgiram com o falso fato), na pressa de acompanhar o ritmo da informação e na falha em não apurar.
Esses são apenas dois dos sintomas do novo fluxo de informação, onde todos são agentes ativos, que participam, opinam e reagem. O jornal britânico “The Guardian” estreou recentemente um vídeo que é um dos maiores exemplos do que acontece com a comunicação hoje.
Intitulado de “Os 3 porquinhos”, o vídeo tem um segundo nome: “The whole picture”. Nele, a história dos três porquinhos é contada completamente diferente da forma como sua avó contava. À começar pela primeira manchete, que coloca o lobo mau como vítima, e as suas diferentes reviravoltas que sempre tem participação intensa do público com novas informações que mudam totalmente o rumo da história e dialogam com a nossa realidade, seja nos protestos, seja nas questões de hipoteca (da casa dos três porquinhos). O vídeo:
Longe de colocar uma auréola ou um tridente no jornalista, nesse vídeo e no posicionamento do jornal há um conceito: o open journalism, que traz o público para dentro do processo. Isso se vê, na prática, em um canal do site, que conta com a interação do público, e também na abertura que ele se dá de citar abertamente outros veículos.
Há, nessa revolução de fluxos, não mais de cima pra baixo, muitas outras discussões. Um exemplo brazuca talvez seja o peso midiático que é colocado em alguns casos jurídicos. O que dizer da menina Isabela ou da condenação do Lindenberg sobre a morte da Eloá? E o que dizer do peso de uma boa educação para se ter uma sociedade ativa, engajada e não ignorante? Seria a eleição do Tiririca uma manifestação ingênua de uma população que já não entende o que é política?
Para embalar o debate sobre meio, mensagem, massa, multidão e inconsciente coletivo e para te fazer pensar duas vezes antes de ler um texto e tê-lo como sua opinião, deixamos uma frase do Arnaldo Antunes: o que é a verdade senão uma versão de um fato?
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Em tempo: o ECAD tem sido um dos assuntos mais comentados, desde sua decisão de cobrar blogs que compartilhem vídeos do Youtube. Vale a pena se interar sobre o assunto e, para começar, sugerimos este link.



















